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Energia

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

Avícola alega ter prejuízo de R$ 50 mil por falta de energia

Texto: Fabiana Teófilo

A avícola Itabom, localizada em Itapuí, ficou sem energia, no último dia 21, por seis horas, causando um prejuízo de, aproximadamente, R$ 50 mil. O fato já havia ocorrido na semana anterior. No dia 15, o problema durou três horas e no dia 17, mais quatro horas. O total de prejuízos ainda não foi levantado pela empresa.

A Itabom, que produz seis mil aves por hora, foi obrigada a descartar uma grande quantidade de produtos. O motivo, segundo o diretor de manutenção e controles da Itabom, Celso Ramos,

é a falta de qualidade. "Nosso controle de qualidade vai desde a hora em que as aves são retiradas das granjas até o congelamento e tudo tem o seu tempo de processamento. A falta de energia alterou esse processo fazendo com que os produtos perdessem a qualidade", explicou.

A empresa, que está completando 14 anos, tem 509 funcionários e, alguns, estão tendo que fazer hora extra para sanar o problema causado. "Além dos prejuízos com os produtos, temos que pagar horas extras, desprograma nossa agenda, temos mais de cem motores que correm risco de queima e outros fatores negativos que implica a falta de energia", disse Ramos.

A responsabilidade do fornecimento de energia elétrica

à empresa é a regional da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) de Jaú. De acordo com Ramos, a CPFL alega que o problema dos cortes é descarga atmosférica, mas segundo ele, isso não é verdade. "Tenho documentos que comprovam outros problemas no ramal. Eles alegam descarga atmosférica porque assim não são obrigados a ressarcir o problema", afirmou.

Ramos disse, ainda, que numa última conversa com os responsáveis da CPFL, obteve uma promessa de que, em médio prazo, seria dada uma solução para que não ocorresse mais esses cortes de energia.

A empresa é ligada em um ramal rural de, aproximadamente, 30 quilômetros e é de responsabilidade do escritório regional de Jaú. Quando ocorre a queda de energia, a CPFL liga a empresa no ramal de Itapuí, mas esse ramal não suporta a potência dos motores da avícola que são muito grandes. "Se ligo todos os motores da Itabom, deixo Itapuí inteira sem energia e, mesmo assim, não é suficiente porque consigo trabalhar um pouco e a queda volta a ocorrer", disse Ramos.

Além de não resolver o problema de energia, Ramos disse que a CPFL tem um atendimento precário. "Para conseguir falar com alguém que possa dar um esclarecimento

é uma luta", afirmou. Ele disse que acionou também a diretoria de Bauru para expor seu problema.

A reportagem tentou, por várias vezes, fazer contato com a regional da CPFL em Jaú, mas não obteve resposta.

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