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Acidente

Redação
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Raio matou dois meninos no Jardim Prudência

Um raio pode ter matado duas pessoas no início da noite de domingo em Bauru. Luiz Carlos Oliveira, 38 anos, catador de papel e seu sobrinho, Lucas Mariano, 10 anos, morreram sob uma mangueira no Jardim Prudência.

O menino morreu com um pedaço de cana na boca, enquanto que o tio foi encontrado caído. Os dois corpos apresentavam sinais de queimaduras e só foram encontrados ontem pela manhã, na quadra quatro da rua Torquato Goncálves de Andrade.

A dona de casa Sebastiana dos Santos Miranda, moradora das imediações, diz que foi avisada que haviam duas pessoas mortas sob a mangueira, por volta das 6 horas. "Foi um desconhecido que ia indo trabalhar. Ele bateu palmas e avisou."

A dona de casa chamou os filhos e acionou a polícia. "Não ouvi nenhum grito. Só um cachorro, provavelmente deles, passou a noite toda latindo. Eu pensei que o animal estava com fome e dei um pedaço de pão, mesmo assim ele continuou latindo."

A mulher lembrou que a televisão da casa de sua filha, ao lado da sua, apresentou defeito durante a chuva. "A tempestade foi forte. Eles devem ter se escondido da chuva. Ela mostra o estrago feito na árvore."

Família

A família dos dois mortos estava inconformada com o acidente.

"O Lucas saiu com o tio para catar alumínio e papel. Eles passariam pelo Jardim Prudência para pegar abacate," lembra a mãe Márcia Terezinha Mariano.

De acordo com ela, como seu filho e seu cunhado não retornassem, ela resolveu procurá-los. "Eu fui no Pronto Socorro e na polícia, ninguém sabia de nada. Hoje(ontem), a polícia veio avisar que eles foram encontrados mortos."

A mãe lamenta que o filho com 10 anos nunca foi a escola e morreu sem saber escrever o nome. "Eu tentei de todas as maneiras colocá-lo na escola. Nunca tinha vaga e ele ficou fora da escola."

Luiz Carlos Oliveira, conhecido por "Dinga", segundo seu irmão, José Aparecido de Oliveira, era desquitado e sofria do coração. "Ele não podia trabalhar. Tinha feito uma cirurgia no coração e aguardava vaga para fazer outra. Ele catava papel para sobreviver."

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