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Adriana Rota
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SOS Ferrovia diz que Prefeitura emperra convênio para recuperação de bens

Texto: Adriana Rota

O membro do movimento SOS Ferrovia e presidente da Associação dos Amigos dos Museus de Bauru, Fábio Pallotta, afirmou que a demora da Prefeitura em providenciar a cobertura dos vagões e locomotivas e a ampliação de vigilância no local onde estão guardados está emperrando um convênio para recuperação do material.

O parceiro seria a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), sediada em Campinas, a mesma que levou uma locomotiva Maria Fumaça e três vagões da cidade no ano passado, para serem restaurados. O motivo teria sido o estado de deterioração em que se encontravam. De acordo com Pallotta, no entanto, dessa vez o material seria

"salvo", mas permaneceria aqui.

A cobertura dos vagões e locomotivas e a vigilância do local onde ficam guardados são reivindicações antigas do movimento, formado por membros da sociedade ligados a várias entidades, como a Unesp, a Secretaria de Cultura, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Codepac), para citar apenas algumas. Furtos e depredações são uma constante no local.

Recentemente, o SOS Ferrovia obteve uma doação de R$ 5 mil em lona asfáltica aluminizada e produto químico de asfalto, através de um patrocínio conseguido junto à Lwart-Proassar, de Lençóis Paulista. O pastor Abílio, da igreja Comunicação e Missão Cristã, cuidou da iluminação interna dos vagões.

Com os R$ 700,00 doados pelo Expresso de Prata, que estão em caixa, pretende-se comprar eucalipto tratado, que seria fornecido

à Prefeitura de modo que ela inicie a construção autorizada pela Rede Ferroviária Federal, detentora da

área. Enquanto a parte do Município não for cumprida, no entanto, a restauração não será iniciada.

Num segundo momento, de acordo com Pallotta, a idéia é colocar em funcionamento uma locomotiva que faria percursos turísticos pela cidade, entre dois e três quilômetros, da Ferroviária em direção ao Horto Florestal e outro com destino

à região da Vila Dutra. Para o futuro, até visitas a cidades da região, abrangidas pela Sorocabana e pela Paulista, são cogitadas.

Os gastos, segundo o entrevistado, ficariam na casa dos R$ 15 mil. Para sua obtenção, o objetivo é realizar campanhas junto aos empresários da cidade e região. Dessa forma, os passeios sairiam a preço de custo. "Sabemos das dificuldades do governo atual, mas precisamos de uma definição", disse Pallotta.

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