Dois militares de Jaú são indiciados por roubo
Dois dos quatro policiais militares detidos na última sexta-feira em Jaú por suspeita de envolvimento em crimes estão sendo indiciados por roubo. Também foi indiciado um segurança particular que teria agido junto com os policiais. O inquérito policial foi instaurado pela Delegacia Seccional de Jaú e será presidido pelo delegado titular de Bariri, Marcílio César Frederici de Mello, cidade onde o crime principal teria ocorrido.
Os nomes dos PMs suspeitos continuam sendo mantidos em sigilo pela polícia que alega que a divulgação poderia prejudicar as investigações, já que há suspeitas de mais participações em outras ações criminosas.
A prisão dos quatro PMs aconteceu na última sexta-feira quando as políciais Civil e Militar deram início
às investigações após o surgimento de inícios da participação deles em práticas criminosas. Após a prisão temporária, por cinco dias, ser decretada, os quatro PMs foram encaminhados para o presído militar Romão Gomes, em São Paulo. A temporária vence hoje e pode ser que seja decretada a prisão preventiva dos suspeitos, pelo menos de dois deles que já teriam confirmado a participação em um roubo.
Ontem, os quatro PMs foram levados à Delegacia de Polícia de Bariri onde passaram parte dia prestado depoimentos. No final do dia seriam levados de volta a ptesídio militar.
Um dos crimes que teria sido praticado com a participação dos policiais ocorreu no dia 17 de maio de 1998. Após roubar um Gol em Jaú, rendendo o casal que ocupava o veículo, os suspeitos teriam ido até Bariri onde um outro roubo foi praticado, desta vez contra um posto de combustível. A polícia recolheu as armas da corporação já que as suspeitas são de que os PMs teriam usado os revólveres de trabalho para a prática criminosa.
Ação conjunta
A prisão dos policiais foi pedida numa decisão conjunta dos comandos das políciais Civil e Militar de Jaú que afirmam estarem fazendo de tudo para que o processo seja o mais transparente possível.
De acordo com o major Américo Martins, subcomandante do 27º BPM-I, com sede em Jaú, a informação de que PMs poderiam estar envolvidos em crimes chegou até o comando na última quinta-feira e a ação delituosa teria se dado fora do horário de serviço. A partir daí, o comandante do 27º Batalhão, tenente coronel Alberto Garcia Silveira, procurou o delegado seccional Benedito Antonio Valencise e passou a ele essas informações. As duas polícias, incluindo a Delegacia de Bariri, começaram, então, a trabalhar em conjunto. Num primeiro momento, foi tomado o depoimento do segurança que teria admitido a participação no roubo. Na sequência, o comando da PM levou ao quartel dois PMs suspeitos. "Um dos PMs, realmente, confessou o modus operandi. O outro nega", disse o major Américo Martins.
Para o major, a hipótese das acusações serem confirmadas é lamentável mas, "É um fator que, se comprovado, será uma depuração do próprio efetivo nosso", afirmou.