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Indústria de suco

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

Sukest exporta para crescer

Texto: Paulo Toledo

A Sukest, empresa bauruense que produz refrescos em pó, chicletes e balas, acaba de realizar um embarque de refrescos em pó para o Oriente Médio, o Hi-Fruit, que será comercializado, inicialmente, no Kuwait. Moussa Tobias, diretor-presidente da Sukest, destaca que essa é apenas uma das ações que visam aumentar as vendas da empresa em cerca de 8% neste ano, num trabalho de reforço de vendas no mercado externo.

Segunda colocada no mercado interno, com 16% do mercado, que é liderado pela Kraft Suchard, que tem cerca de 50% de participação. Com a sustentação obtida pela respeitável fatia do mercado interno e favorecida pela desvalorização cambial, a Sukest passou a intensificar seu trabalho no mercado de exportação, que já incluía países da América Latina, América Central, América do Norte e África. Assim, um especialista vem prospectando novos mercados, ao redor do mundo.

Tobias reclama que, antes da mudança cambial, a competitividade da empresa nas exportações ficava comprometida em razão da alta carga tributária brasileira, em cascata, uma vez que, em vários outros países produtores, a tributação é no consumo, fazendo com que esses produtos concorrentes chegassem nos seus destinos com preços mais baixos.

As negociações no mercado externo são demoradas, lembra Tobias. Essa venda para o Oriente Médio foi realizada por intermédio de uma empresa alemã. Além das negociações de preço, a empresa tem que mandar amostras, discutir embalagens (as inscrições, línguas e dizeres que serão utilizados), entre outras coisas. O nome Hi-Fruit foi específico para essa venda no Oriente Médio. Para os outros países, inclusive os Estados Unidos, o produto colocado leva o nome da Sukest.

Tobias destaca que a opção pelo mercado externo foi, também, em razão do avanço das marcas regionais de refrigerantes (as tubainas), que tiraram mercado das marcas mais tradicionais de refrigerantes, mas também passaram a competir com as indústrias de refresco em pó.

Crescente

Na área de refrescos, a Sukest conta hoje com várias marcas em seu portfólio: Sukest, Suks, Max e o Spin. O

último é um produto mais popular de 6 gramas, que chega ao consumidor por R$ 0,10, que tem vendas correspondentes a 120 milhões de litros por mês.

Além disso, a empresa está fabricando e empacotando as marcas próprias da redes Carrefour (que leva o mesmo nome) e Sonae, que tem a marca BIG.

Para melhorar sua competitividade, em breve, a Sukest deve passar a produzir parte de sua matéria-prima.

Empresa investe R$ 2 mi para produzir balas

A partir desta semana, a Sukest está dando mais um passo para diversificação de seus produtos, com o início da produção de balas. Moussa Tobias, diretor-presidente da empresa, destaca que foram investidos R$ 2 milhões para obtenção de uma capacidade instalada inicial de 400 toneladas de balas por mês.

O primeiro produto é a bala Sukest, que tem o estilo de uma de grande sucesso no mercado, a Soft, mas aquele modelo furadinho no meio. Num segundo momento, os planos são para outros tipos, entre os quais a bala-chiclete, que tem a goma de mascar no centro e o produto da bala por fora.

Tobias disse que está chegando ao mercado com um produto de primeira linha, como sempre buscou fazer, para competir com as marcas líderes. "Nossa marca é muito bem colocada no mercado. Não podemos perder isso de vista", destacou.

Com esse lançamento, a Sukest amplia sua participação no chamado mercado de "candies", cujo Brasil possui o segundo maior do mundo.

A empresa começou com o chicletes Spin. Depois veio o Spin Spish, com frutas. A empresa produz, também, o drops Kooler, de vários sabores, que vem ganhando espaço no mercado.

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