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Páscoa

Ieda Rodrigues
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Católicos começam a celebrar Paixão de Cristo hoje

Texto: Ieda Rodrigues

A Igreja Católica dá início, hoje, às celebrações que relembram a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Em Bauru, percebendo um sensível aumento no número de fiéis nos últimos tempos, o bispo diocesano, dom Aloysio José Leal Penna, convida a população para as celebrações e anuncia que a Diocese está ganhando mais um padre.

Hoje à noite, na Catedral do Divino Espírito Santo, o diácono Antônio Édson será ordenado padre. Ele assume a recém-criada Paróquia de São Genaro, localizada no Núcleo Mary Dota, onde já vinha atuando como diácono. A ordenação será precedida por outras duas celebrações, com início

às 20 horas.

A primeira celebração é a bênção dos santos óleos (o bispo benze os óleos usados durante o ano no batismo, crisma, ordenação e unção dos enfermos). A segunda é a missa do clero, na qual os padres renovam os seus compromissos de ordenação sacerdotal.

Amanhã, quinta-feira, os católicos celebram a instituição da eucaristia. A missa, que na Catedral será celebrada por dom Aloysio às 20 horas, vai recordar a última ceia de Jesus, quando ele reuniu os apóstolos e instituiu o sacerdócio católico e a eucaristia. A missa também recorda a passagem do lava-pés (12 pessoas, simbolizando o apóstolos, terão seus pés lavados pelo bispo, que simboliza Jesus).

Dom Aloysio explicou que o objetivo dessa celebração

é imitar Cristo, que deu um exemplo de humildade e pediu para que os apóstolos se colocassem a serviço da Igreja. Após a missa, a hóstia consagrada é levada, em procissão, para um altar com muita flor e vela. Os fiéis se revezam nas igrejas, com orações, até a meia-noite.

Na Sexta-feira Santa, quando os católicos relembram a morte de Jesus Cristo, é o único dia do ano sem a celebração de missa. Às 15 horas (horário da morte) todas as igrejas celebram a solene liturgia da morte de Cristo, com leituras, cantos e, em algumas igrejas, representações da morte de Cristo.

Em seguida, há a celebração da adoração da cruz. A cerimônia de Sexta-feira Santa ainda tem uma terceira parte, a comunhão (as hóstias distribuídas na sexta-feira são consagradas no dia anterior). Dom Aloysio lembra que a Igreja Católica pede jejum e abstinência na Sexta-feira Santa. Mas ele ressalta que abstinência é deixar de comer algo que gostamos, e não, simplesmente, trocar a carne por uma boa bacalhoada, e que jejum é fazer uma refeição bem feita e as demais, leves.

No sábado, às 20 horas, todas as igrejas fazem a vigília pascal, uma da cerimônia plasticamente muito bonita. O celebrante, na porta da igreja que fica com todas as luzes apagadas, acende o ciro pascal, que simboliza a ressurreição de Cristo. Os fiéis presentes, pouco a pouco, vão acendendo as velas que trazem consigo no fogo do ciro, até que a igreja toda fique iluminada.

No altar, o celebrante entoa o canto pascal e, geralmente, é realizado o batizado de um adulto, no contexto da ressurreição. A cerimônia segue com a celebração de uma missa, com cantos e flores. Dom Aloysio explicou que algumas igrejas costumam acender o ciro pascal com fogo obtido através da fricção de duas pedras ou dois pedaços de madeira.

No domingo de Páscoa, todas as igrejas celebram missas nos horários de costume. O bispo convida a população para participar das cerimônias que recordam a morte e ressurreição de Jesus Cristo e faz um pedido à população de Bauru e região: "A mensagem é para que as pessoas pensem mais na Páscoa, que é a passagem da morte para a vida; que a gente também passe da morte, que são os nossos sofrimentos, dores e contrariedades, para a vida da esperança, não só para nós, mas também para aqueles que não têm nada, por dias de mais esperança e de mais emprego para os desempregados".

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