Geral

Greve dos professores

Por Ieda Rodrigues | Rita de C. Cornéli
| Tempo de leitura: 3 min

Professores decidem hoje rumos da greve

Texto: Ieda Rodrigues

Os professores da rede estadual de ensino decidem hoje, em assembléia em São Paulo, o rumo da greve iniciada anteontem. De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), em Bauru, a adesão à greve aumentou ontem, subindo para cerca de 80% das escolas. Já a Diretoria de Ensino informou que o índice de adesão se manteve em 54%.

Ontem à tarde, aproximadamente 250 dos 2.500 professores de Bauru e região participaram de uma assembléia na Subsede da Apeoesp e decidiram pela manutenção da greve até, pelo menos, a assembléia de hoje. Luzia Quinézi, diretora da Apeoesp, disse que três

ônibus vão sair de Bauru hoje pela manhã levando os professores para assembléia e protesto em São Paulo.

Hoje, segundo informou a dirigente regional de ensino, Edinéa Sita Cucci, 19 supervisores de ensino entram em greve. Ontem, segundo ela, 11 dos 48 diretores de escola e 16 vice-diretores de Bauru haviam aderido ao movimento. Até ontem, não havia sido registrado incidente decorrente da greve na cidade. A estimativa é de que 30 mil dos 52 mil alunos da rede estadual em Bauru estejam sem aula.

Luzia Quinézi acredita que, hoje, a adesão à paralisação vai aumentar ainda mais. Ela afirmou que professores de algumas escolas que ontem deram aulas comunicaram que, hoje, vão participar do movimento. Os professores reivindicam 54,7% de reajuste salarial, o que elevaria o piso da categoria de R$ 448,00 para R$ 755,00. O Estado ofereceu, por enquanto, reajuste zero.

Hoje, caravanas de professores de todo o Estado vão fazer uma assembléia em frente ao Museu de Artes de São Paulo (Masp). Em seguida, eles seguem, em passeata, para a Secretaria Estadual de Educação, para onde está programado um protesto.

A diretora da Apeoesp afirmou que pais de alunos estão apoiando a greve e, mais uma vez, criticou a postura da secretária de Educação, Rose Neubauer. Luzia disse que Neubauer provocou os professores quando teria dito, numa entrevista, que a contraproposta de reajuste dependeria do movimento da categoria.

Assembléia decide manter a greve na Unesp

Texto: Rita de Cássia Cornélio

A greve no câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista

(Unesp) será mantida. A decisão foi tomada ontem em uma assembléia realizada na sala 1. Hoje, a assembléia continua para decidir os rumos do movimento. O comando central da greve decide hoje, na Capital, um calendário de atividades para ser cumprido por todos os câmpus que aderiram à paralisação.

Segundo o professor Milton Vieira do Prado Jr., do comando de greve, a manutenção do movimento foi uma decisão unânime dos grevistas. "Dos 14 câmpus da Unesp, 11 estão paralisados. Alguns parcialmente, outros totalmente", disse. Só três câmpus não aderiram ao movimento, de acordo com ele: Jaboticabal, Araçatuba e São José dos Campos.

Na Universidade de São Paulo (USP), o movimento começa a ganhar força. "O câmpus de São Carlos já decidiu pela paralisação", contou o professor. A assembléia de hoje, segundo Prado Jr., vai discutir as propostas de encaminhamento do movimento na Unesp.

"A assembléia de ontem tinha várias propostas e decidiu-se pela continuidade da discussão", ressaltou.

O professor lembra que o Fórum das Seis, que representa os sindicatos dos professores e alunos da USP, Unesp e Unicamp, solicitou uma nova reunião com os reitores. "Ainda não foi agendada. Estamos aguardando o agendamento para a próxima semana. Não tivemos novas propostas sobre a reposição salarial."

O conselheiro da Apeoesp, Duílio Duka de Souza, participou da assembléia de ontem. "Ele veio apoiar o nosso movimento e solicitar o nosso apoio para o movimento dos professores da rede pública, que iniciaram uma paralisação na terça-feira", explicou Prado Jr.

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