Geral

Paralisação

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Justiça Federal de Bauru não adere

à paralisação de 24 horas

Texto: Patrícia Zamboni

Os funcionários da Justiça Federal de Bauru não aderiram, ontem, à paralisação durante 24 horas sugerida pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo (Sintrajud). Dos cerca de 42 funcionários daqui, apenas dez participaram de uma mobilização discreta, ocorrida em frente ao prédio da Justiça Federal, que durou das 11 horas ao meio-dia. Em Marília, a 100 km de Bauru, a adesão à manifestação foi de 93% dos funcionários. A informação foi passada por Sônia Maria Silva, funcionária da Justiça Federal em Bauru, que está representando o Sintrajud. Em São Paulo, segundo ela, a paralisação foi expressiva. Para hoje está marcada uma assembléia, na cidade de São Paulo, a fim de decidir se será deflagrada greve, a partir de 10 de maio, por tempo indeterminado.

A categoria profissional, representada pelo Sintrajud, está aderindo a essas mobilizações para participar da campanha salarial unificada dos servidores públicos federais. De acordo com Sônia Silva, os servidores públicos federais estão reivindicando a defesa do emprego e dos serviços públicos, o restabelecimento da Data-Base e de uma política salarial, defesa do princípio de isonomia salarial dos aposentados em relação aos servidores da ativa e reposição das perdas. A essas, juntam-se as reivindicações específicas dos servidores do Judiciário Federal, que são o pagamento de um reajuste de 11,98% - em atraso -, correção das distorções do plano de cargos e salários, inclusão de todas as funções como carreiras típicas de Estado e redução da jornada de trabalho. Os trabalhadores estão há cinco anos sem reajuste salarial.

Na opinião de Sônia Maria Silva, a mobilização não foi total em Bauru porque a maioria dos trabalhadores se sentiram amedrontados em participar. "Além disso, em 96 foi feita outra greve, da qual todos participaram, e que teve um desfecho ruim. De repente, o Sindicato de São Paulo resolveu parar e o pessoal daqui de Bauru se sentiu abandonado. Então, dessa vez muitas pessoas ficaram receosas de que isso acontecesse de novo e que a paralisação não levasse a nada; se sentiram desestimulados. Na outra greve, nós ainda tivemos que repor as horas que ficamos sem trabalhar", afirma a representante do Sintrajud.

Para Sônia Silva, se for decidido pela instalação da greve, na próxima semana, o ideal seria que os Fóruns de Bauru, Marília, Jaú e Assis se unissem para ter mais força e representatividade nessa manifestação.

Comentários

Comentários