Bauru tem quatro projetos ambientais aprovados por comitê
Texto: Adriana Rota
Quatro projetos de Bauru foram aprovados, ontem, durante a reunião ordinária do Comitê de Bacias Hidrográficas Tietê/Jacaré, realizada em Araraquara (SP). Dois deles serão destinados à recuperação das margens de córregos, um à produção de mudas de árvores e outro para a recuperação de erosões e instalação de galerias. Juntos, eles totalizam quase R$ 280 mil.
O secretário executivo do Instituto Ambiental Vidágua, Rodrigo Agostinho, explicou que o Comitê de Bacias Hidrográficas Tietê/Jacaré (Pepira) - referentes aos dois maiores rios da região - é o órgão que cuida da gestão de questões relativas à água em sua área de abrangência.
Formada por 12 prefeitos, 12 representantes do Estado e 12 da sociedade civil, ontem ela reuniu-se para apreciar os projetos que pleiteavam recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos
(Fehidro), mantido por royalties de empresas energéticas. A partir do próximo ano, caso seja aprovado um projeto que tramita na Assembléia Legislativa, todos os que poluem os recursos hídricos estarão obrigados a participar do Fundo.
Vinte e cinco dos 40 projetos foram aprovados, sendo quatro de Bauru (todos os que foram apresentados). O dinheiro já estaria depositado na conta do Fehidro, bastando para sua liberação que os agentes técnicos e financeiros do Estado dêem pareceres positivos. Segundo Agostinho, a probabilidade de que as verbas não sejam liberadas é praticamente nula.
"Isso só ocorre se houver indícios de superfaturamento ou ficar provada a inviabilidade dos projetos", afirmou.
O Fórum Pró-Batalha e o Vidágua já têm projetos mantidos com verbas do Fundo. O primeiro está realizando a segunda etapa, das três aprovadas, de reflorestamento do Rio Batalha (calcula-se que serão necessárias dez etapas). O Vidágua está executando uma das duas verbas aprovadas: o Viveiro de Mudas, que deve ser inaugurado em junho na quadra 26 da avenida Cruzeiro do Sul.
Os beneficiados
O Instituto Ambiental Vidágua e o Fórum Pró-Batalha conseguiram mais de R$ 53 mil cada um para o reflorestamento e recuperação das margens de dois dos nove córregos da cidade - Barreirinho e Água da Ressaca, respectivamente. A escolha, de acordo com Agostinho, foi feita porque um já tem esgoto canalizado e o outro não recebe esgoto.
Somando-se as duas áreas, serão quase 400 mil metros quadrados recuperados e reflorestados. O Barreirinho abrange a região do Núcleo Bauru 2000, Jardim Flórida, Jardim Eldorado e Vila Santa Luzia (Zona Norte) e o Água da Ressaca fica nas proximidades das Chácaras Cardoso (Zona Sul).
A Associação de Recuperação Florestal de Bauru (Aciflora), deve obter R$ 45 mil para a produção de mudas de árvores nativas, que será utilizada para reflorestamento dos córregos. A Associação
é formada por consumidores de madeira que pagam taxas referentes
à exploração do recurso natural.
A Secretaria de Obras também conseguiu aprovar um projeto junto ao Comitê, feito em parceria com o Vidágua e o Fórum Pró-Batalha. Trata-se da disponibilização de R$ 126 mil para a recuperação do Ferradura Mirim, investindo-se em galerias de águas pluviais e eliminando as erosões do local. Esse projeto deve ser o primeiro a ser executado, aproveitando-se as estações secas. Os demais, devem aguardar as chuvas do final do ano.