Geral

Tráfico

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Mãe e filha são presas por tráfico no Jaraguá

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Duas mulheres - mãe e filha - foram presas em flagrante por tráfico e associação para o tráfico, no início da tarde de ontem, na quadra 19 da rua 4, no Parque Jaraguá. Com elas, os policiais da Base Comunitária Noroeste disseram ter encontrado 72 pedras de crack e R$ 91,00 em dinheiro. Ambas foram encaminhadas à Delegacia de Investigação Sobre Entorpecente (Dise) e, após serem autuadas, foram encaminhadas ao Presídio Feminino de Cabrália Paulista.

A prisão de Rosa Fátima da Silva Marsal e de sua filha, Ana Paula da Silva Marsal, acusadas de tráfico, aconteceu quase que por acaso. Viaturas da Base Noroeste retornavam de uma ocorrência e quando passavam pela rua teriam avistado Rosa Fátima entregando dois pacotinhos de crack a um usuário, e recebendo o dinheiro.

Os policiais abordaram o usuário e ele confessou. Ao mesmo tempo, outros policiais seguraram Rosa e sua filha, que teria tentado simular estar passando mal. Segundo um dos policiais, ela alegou que estava grávida e precisava, urgente, ir ao banheiro. "Elas tentaram fugir pelos fundos da casa", disse um policial.

A entrada de Ana Paula no banheiro foi acompanhada por uma policial feminina. Nas partes íntimas dela havia um pacotinho contendo cerca de 20 invólucros de crack. Outras, 50 pequenas pedrinhas estavam em outro pacotinho, no bolso da calça dela.

Mãe e filha negaram estar traficando a droga. Ambas foram encaminhadas à Dise, onde foram autuadas em flagrante por tráfico e associação pelo delegado Abel Abreu. Já o comprador, E.T.S.L., 18 anos, foi autuado por porte e uso de entorpecente.

Segundo a polícia, mãe e filha eram as únicas da família que ainda estavam em liberdade, uma vez que o marido de Rosa está preso e seus filhos também. Ela estaria respondendo pelo comércio de drogas em substituição a eles.

A pena para tráfico de drogas é de três a 15 anos de reclusão e, para associação para o tráfico, de três a dez anos de reclusão. E.T.S.L. foi autuado por porte de entorpecente e arbitrada fiança de R$ 30,00.

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