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Hipismo

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 4 min

Hipismo quer se popularizar

Texto: Márcia Buzalaf

O hipismo clássico sempre foi tido como um esporte de elite. A Sociedade Hípica de Bauru quer tirar este título e popularizar ao máximo a atividade, que custa menos do que se imagina. Atualmente, para começar a montar, não

é preciso mais ter um cavalo, já que a própria Hípica cede os animais para a prática do esporte. Além de deixar o jovem com uma postura invejável, o hipismo também ajuda a desenvolver a disciplina, a musculatura e o próprio trato com animais. Com R$ 150,00, qualquer pessoa pode começar hoje mesmo a praticar o hipismo, um esporte que é considerado um dos mais completos no mundo todo, servido para o desenvolvimento de várias habilidades. Os interessados no esporte podem usar os cavalos disponibilizados pela escolinha de hipismo, montada na Hípica.

Hoje em dia, a escola conta com 18 alunos. De acordo com Cláudio Gusmão D'ávila, diretor de hipismo da Hípica, aproximadamente quatro cavalos podem ser usados pelos alunos que não possuem animal próprio. "Mesmo nas provas em que os alunos participam, eles vão com o cavalo da escolinha", explica D'ávila.

O objetivo da escolinha é popularizar o esporte. Para isso, além de Pedro Bemvenuto Dutra, que é professor de hipismo há dez anos, a Hípica está trazendo uma nova professora, que também deve desenvolver na entidade o hipismo rural e centralizar os alunos que treinam em barreiras de até 80cm. Pedro ficaria responsável por treinar esportistas que já alcancem barreiras de 1 metro ou mais.

Para quem já tem um cavalo, a Hípica também oferece espaço para que o animal possa ser cuidado e mantido nas 35 baias disponíveis. O custo desta manutenção

é dividido entre os usuários da escola, mas, segundo o professor, quem já tem um animal costuma gastar em torno de R$ 250,00 por mês, incluindo as aulas e a manutenção do animal.

A mensalidade de R$ 150,00 para quem não tem cavalo, segundo D'ávila, inclui R$ 120,00 da escolinha mais R$ 30,00 da Hípica. Com esta quantia, o aluno não precisa comprar um título do clube, mas poderá usar todas as suas dependências.

A redução de custos do hipismo foi o motivo da popularização do esporte, tanto no Brasil quanto no mundo todo. Segundo Pedro, no começo os cavaleiros e as amazonas - termo dado às mulheres que montam - eram filhos de pessoas da elite, que podiam ter um cavalo exclusivo para a dedicação ao esporte.

Desenvolvimento

O calendário de hipismo é recheado de eventos e tem dez provas por ano, o que costuma unir cavaleiros de todo o Estado. Já amanhã, em Lins, os alunos da escola de hipismo da Hípica vão participar juntamente com esportistas de Barra Bonita, Jaú, Botucatu, Avaré, Lins e Marília. Um dos eventos mais esperados é o de Orlândia, onde cerca de 300 animais participam das provas.

D'ávila lamenta o fato de que, no ano passado, só foi realizada uma prova na Hípica de Bauru. No começo do segundo semestre, deverá ter um campeonato aqui em Bauru, que ainda não tem data definida.

Crianças a partir de seis anos podem começar a montar. As provas geralmente tem barreiras de 60cm, 80cm, 1 metro, 1,10m e até 1,30m, o que possibilita a evolução do esportista. Nos primeiros anos de hipismo, o cavaleiro ou a amazona participam de provas de percurso e pequenas barreiras.

Apesar de ser um esporte que seduz principalmente crianças e pré-adolescentes, o hipismo pode ser praticado por todas as idades, já que seus riscos são pequenos perto das qualidades que desenvolve em uma pessoa.

Um dos alunos da escolinha, inclusive, tem um problema de articulação da bacia com o fêmur, que exige uma série de exercícios para o fortalecimento da região. Para isso, foi indicada a prática do hipismo, que ajuda bastante o desenvolvimento muscular da perna, do abdômen, dos braços e da postura.

"Além do físico, o hipismo desenvolve a coordenação motora, o raciocínio e o controle emocional, porque a pessoa não consegue desenvolver a prática do esporte porque ela passa para o animal o nervosismo. Além disso, o hipismo exige este autocontrole e muita elegância do cavaleiro", explica Pedro.

O próprio diretor de hipismo da Hípica comprova o resultado do esporte nas crianças: seus dois filhos montam há cerca de quatro anos. Karen Cláudia Ferrari D'ávila, 13 anos, já ganhou até um relógio Rolex em um sorteio na competição em Orlândia.

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