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Campanha salarial

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Sindtran não consegue deslanchar campanha salarial

Texto: Patrícia Zamboni

A campanha salarial dos condutores rodoviários de Bauru, iniciada em abril, ainda está "emperrada". De acordo com Arlindo Custódio, tesoureiro do Sindicato dos Condutores Rodoviários (Sindtran), nenhuma das três empresas de transporte da cidade - TUA, Kuba e Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) - está aceitando as reivindicações feitas pela categoria e ainda não conseguiram chegar a um acordo com o Sindicato. Entre os principais pedidos dos condutores estão um reajuste salarial de 29% e que o salário pago aos cobradores de ônibus seja igual nas três empresas. Até o momento, cada uma paga um salário diferente para os funcionários que exercem essa função, segundo Custódio.

"Desde o mês de abril nós estamos entrando em contato com as empresas, já marcamos duas mesas redondas, mas nada foi decidido ainda. Nenhuma das três fez proposta sobre o aumento de salário. No dia 18 deste mês foi feito um mini-congresso aqui no Sindicato para abrir um caminho para as negociações. Mas vimos que, na verdade, as empresas não querem dar aumento, e sim, tirar alguns direitos que a categoria já tem", diz o tesoureiro do Sindtran.

De acordo com ele, ontem as três empresas de transporte coletivo da cidade receberam uma convocação para participarem, juntamente com o Sindicato, de uma mesa redonda que será realizada nesta quarta-feira, às 16 horas, no Ministério do Trabalho. Depois disso, na quinta ou sexta-feira os funcionários de todas as empresas se reunirão em assembléia, no Sindicato, para avaliar os resultados da mesa redonda e, a partir destes resultados, decidir qual será o próximo passo. Se as empresas continuarem não aceitando as reivindicações da categoria, poderá ser iniciado um movimento de paralisação pelos funcionários da ECCB, TUA e Kuba. "Dependendo do que acontecer na mesa redonda de quarta-feira, nós vamos reunir toda a categoria para decidir se haverá paralisação ou não", diz Arlindo Custódio.

De acordo com ele, entre as três empresas somam cerca de 1.500 funcionários, sendo que somente da ECCB são aproximadamente 800.

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