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Asfixia

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Bebê morre de asfixia mecânica por leite

Texto: Ieda Rodrigues

Thierry Luk Prado Borges, nascido no último dia 3 de abril, foi encontrado morto, em sua cama, na manhã de sábado passado. Exame necroscópico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) constatou que o bebê morreu vítima de asfixia mecânica por leite. O acidente ocorre quando a criança regorgita (volta do leite na boca) e, por não ter para onde o líquido escorrer, ela respira, ocasionando a ida do regorgito para o pulmão.

A mãe do menino, Taís Lopes Prado, moradora no Parque Santa Edwirges, chegou a levar seu filho para o Pronto-Socorro Infantil (PAI) no sábado pela manhã, mas ele deu entrada no hospital já sem vida. Ela contou que, por volta das 2 da madrugada de sábado, como de hábito, deu de mamar ao seu filho e o colocou para dormir novamente.

Pela manhã, notando que a criança não fazia nenhum movimento, a mãe teria tentado acordá-lo e, como não conseguiu, levou ao PAI. Os casos de asfixia mecânica por leite são mais comuns no inverno quando, por causa das baixas temperaturas, as mães tendem a não esperar os bebês arrotarem para recoloca-los na cama.

Cuidados básicos podem evitar acidentes como o que ocasionou a morte de Thierry. A primeira providência é esperar o bebê arrotar depois de cada mamada. A mãe deve segurar a criança de pé no seu colo para que isso seja feito. O procedimento dura em média de 5 a 10 minutos.

Se depois do arroto a intenção é colocar o bebê na cama ou para dormir, o correto é que a criança seja acomodada de bruço ou de lado. Se o bebê for acostumado desde de cedo nessa posição, a mãe não vai encontrar dificuldades para mantê-lo assim. O ideal é também não colocar muito lençol ou cobertas porque isso pode sufocar e servir como agravante para a asfixia.

A posição é importante porque, no caso de ocorrer o regorgito, o líquido escorre e não vai para o pulmão. Os cuidados devem ser adotados, pelo menos, nos primeiros três a quatro meses de vida, sempre depois de cada mamada. A mãe deve ficar atenta à criança para que, em caso de acidente, seja possível prestar atendimento. O socorro deve ser rápido, em 5 ou 10 minutos porque a criança pára de respirar quando o leite já está no pulmão.

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