Trabalhadores da Saúde fazem novo ato em SP, hoje
Texto: Patrícia Zamboni
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde) estarão participando, na manhã de hoje, de uma assembléia que será realizada na Secretaria Estadual de Saúde, em São Paulo. Depois, seguirão para o Morumbi, onde se reunirão com todas as outras categorias do setor público do Estado que estão em greve, para participar de uma passeata com destino ao Palácio dos Bandeirantes. O protesto faz parte do movimento de greve que vem sendo mantido pelos trabalhadores da rede pública de Saúde do Estado, e a expectativa
é de que o Governo apresente hoje, finalmente, uma contra-proposta
à categoria. Se isso não acontecer, a posição do Sindicato é de manter a greve.
A última rodada de negociações com o Governo, realizada no último dia 17, não teve nenhum desdobramento, já que não foram aceitas as reivindicações da categoria, nem apresentada uma contra-proposta. Os trabalhadores da Saúde pedem 67,8% de aumento salarial, piso de três salários mínimos, regulamentação da jornada semanal de 30 horas para os administrativos e carreira de apoio à pesquisa, distribuição igualitária do prêmio de incentivo para todos os trabalhadores e vale-refeição de R$ 8,40.
De acordo com Mariuze Inês Pereira Miranda, diretora regional do SindSaúde em Bauru, a greve continuará até que o Governo apresente uma proposta ao Sindicato. Enquanto isso, a adesão ao movimento vem crescendo, segundo Miranda. "A adesão à greve está aumentando. Aqui em Bauru, além da participação parcial do Instituto Lauro de Souza Lima, das unidades básicas de Saúde do Geisel, Parque Vista Alegre e Vila Falcão com 100% de paralisação dos funcionários estaduais municipalizados, do Ambulatório de Saúde Mental, do Instituto Adolfo Lutz e do Ambulatório de Especialidades, o movimento passou a contar, esta semana, com a adesão de 100% do atendimento do Instituto de Assistência Médica aos Servidores Públicos Estaduais (Iamspe). Em Botucatu, os funcionários do hospital psiquiátrico Cantídio também continuam em greve e há possibilidade de adesão de trabalhadores de Jaú.
De acordo com Mariuze Miranda, a expectativa em relação
à manifestação de hoje é de que, finalmente, o Governo apresente uma contra-proposta às reivindicações da categoria. "O Governo fica dizendo para nós apresentarmos uma contra-proposta, mas a nossa proposta não vai mudar. O Governo é que tem que se manifestar agora, para depois avaliarmos a situação. Enquanto isso não acontecer, o movimento vai continuar e vem crescendo bastante em nível estadual", observou Mariuze Miranda. Na última avaliação feita pelo SindSaúde, a abrangência da greve no Estado de São Paulo estava em torno de 45%.