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Lixo

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 4 min

Região evolui no tratamento do lixo

Texto: Andréia Alevato

Segundo a Cetesb, que avalia o destino dado ao lixo em 34 cidades, apenas 6 ainda estão inadequadas; em 1997, eram 29

As condições dos depósitos de lixo mantidos pelos municípios da região evoluíram, segundo constatou a Companhia de Tecnologia e Saneamento do Estado de São Paulo (Cetesb). Dos 34 municípios abrangidos pela agência ambiental sediada em Bauru, apenas seis continuam tratando o lixo de forma inadequada. Em 1997, eram 29 cidades.

De acordo com Rogério Chini, gerente da agência ambiental da Cetesb de Bauru, em 1997, dos 34 municípios que a agência fiscaliza, 29 mantinham o lixo em condições inadequadas, quatro em condições controladas e apenas uma em condição adequada. Em 1998, a situação começou a melhorar: 15 municípios mantinham lixo em condições inadequadas, 15 em condições controladas e quatro em condições adequadas. No ano passado, foram 14 municípios em condições inadequadas, nove em situação controlada e 11 com lixo em condições adequadas. Segundo as avaliações realizadas neste ano, apenas seis municípios da região ainda mantêm o lixo em condições inadequadas.

"Está havendo uma preocupação das prefeituras da região em solucionar o problema da disposição inadequada dos resíduos sólidos (os detritos que compõem o lixo). Isso decorre da conscientização das prefeituras, para encarar o problema desses detritos", disse Chini.

Para o gerente da agência ambiental, os trabalhos de educação ambiental, apesar de demorados, trazem resultado satisfatório, principalmente quando aplicados nas escolas. "O trabalho de conscientização é demorado, mas é eficiente. Eles devem ser desenvolvidos pelas associações de bairros e em escolas, porque traz resultados melhores. Temos exemplos dos trabalhos realizados em escolas e observamos que as crianças se preocupam com todo tipo de poluição e levam essa preocupação para casa. Esses trabalhos precisam ser feitos, porque há muitas pessoas que querem o seu lixo longe de casa, mas colocam perto da casa de outra pessoa. Lixo não pode ser jogado em qualquer lugar. Os trabalhos de conscientização são eficientes, tanto que temos como exemplo os municípios da região de Bauru. Em 97, das 34 cidades, 29 tinham lixo em condições inadequadas. Hoje, três anos mais tarde, são apenas seis", afirmou.

Chini julgou como importante a coleta seletiva realizada em várias cidades, entre elas Bauru. Ele explicou que a coleta seletiva proporciona o aumento da vida útil dos aterros sanitários, porque o lixo que chega até eles é menor. Ele disse ainda que essa coleta seletiva tem que ser implantada lentamente, de forma gradativa, para ser constante e para que a população se acostume com a idéia. "A coleta seletiva tem que ser feita por partes, de maneira gradativa, para que a população não desanime. Tem que ser feita constantemente, também. Bauru foi uma cidade que acertou nessa implantação, porque começou em um bairro e foi aumentando aos poucos. Com isso, cria-se uma rotina para a população e não se corre o risco de interromper o trabalho", explicou Chini.

Barra Bonita e Igaraçu do Tietê são as cidades que mais sofrem reclamações devido ao lixo, segundo dados da Cetesb. O lixo das cidades é queimado, o que gera reclamações por parte da população.

Já uma cidade exemplar no tratamento de lixo é Bauru. Chini afirmou que a cidade - a maior da região - tem um aterro sanitário cuja operação está melhorando significativamente. O aterro de Bauru recebe diariamente mais de 200 toneladas de resíduos sólidos. "O aterro sanitário de Bauru merece destaque, porque pertence a uma cidade grande, recebe mais de 200 toneladas de resíduos por dia e, a cada dia que passa, a operação do aterro está melhorando mais", afirmou.

Para tentar melhorar as condições do tratamento do lixo nas cidades, a Cetesb sugere algumas soluções

- entre elas, o aterro sanitário, as usinas de reciclagem e o aterramento em valas. Como a maioria dos municípios fiscalizados pela Cetesb de Bauru geram menos de 10 toneladas de lixo por dia, a solução mais barata é fazer o aterramento em vala. A Cetesb dá toda orientação técnica para os municípios que optarem por essa técnica. "Não podemos exigir um aterro do porte de Bauru em municípios que geram 10 toneladas de lixo por dia. Isso se tornaria inviável, tanto economicamente como para ser operado. Por isso, sugerimos o aterramento em valas. Se houver vontade, pelo menos os problemas do lixo dos municípios de pequeno porte serão resolvidos", disse.

Em municípios maiores, podem ser implantados usinas de reciclagem ou aterros sanitários. Também nesses casos, a Cetesb orienta a realização dos projetos.

"Essas são opções que a Prefeitura deve escolher, conforme o que for mais conveniente para o município. Soluções, com certeza, existem", completou.

Hoje, o valor das multas da Cetesb em municípios que não tratam da questão do lixo varia entre 10 e 10 mil Ufesp's, o equivalente a R$ 92,70 e a R$ 92.700,00, respectivamente.

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