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Adriana Rota
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Delegacias e Cadeião terão salas para atendimento advocatício

Texto: Adriana Rota

Os distritos policiais, delegacias especializadas e Cadeia Pública Municipal de Bauru terão salas destinadas, exclusivamente, ao atendimento de advogados. Essa foi uma das determinações discutidas, ontem, no Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4). De acordo com seu diretor, Anivaldo Registro, a parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai propiciar, dentre outras coisas, a agilidade no atendimento ao acusado.

Estiveram presentes na reunião os titulares da Cadeia Pública Municipal, dos quatro distritos policiais e das três delegacias especializadas - Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) e Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Eles estarão encarregados de providenciar o espaço onde o serviço será prestado, cabendo à OAB equipá-lo, bem como destacar os profissionais. Não há um prazo definido para o início das atividades: cada delegado terá o tempo que julgar necessário para fazer as modificações.

No entendimento do diretor do Deinter, a medida vai agilizar o atendimento, já que o advogado não precisará locomover-se dali para o escritório. Para o acusado, seria uma garantia de segurança e possibilidade de ter assistência e orientação no próprio distrito, delegacia ou na cadeia.

Há informações, também, de que o próprio trabalho policial passaria a ser encarado com menos reservas, já que é comum o acusado afirmar em juízo que confessou ou assinou algum documento por ter sido agredido ou forçado de alguma maneira.

Desarmamento

Outro assunto comunicado aos delegados foi a participação da OAB na campanha pelo desarmamento, que deve ser melhor detalhado nos próximos dias. "É uma entidade que tem nome e respeito. Ao invés de entregar as armas somente na polícia, as pessoas poderão fazê-lo também na OAB", disse Registro.

O diretor do Deinter ressalta que a campanha abrange armas brancas, as causadoras mais comuns de homicídios, conforme levantamento do órgão. Aliás, a orientação aos delegados, agora, é fazer flagrante quando o indivíduo portar esse tipo de arma, não somente lavrar o boletim de ocorrência, como era praxe. "A pessoa está num bar, acaba bebendo, discutindo e comete o crime. Para que vai a um local desses portando uma faca, por exemplo?", questionou.

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