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Erika de Lima
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Furto de peças de cobre de ferrovia preocupa polícia

Texto: Erika de Lima

A quantidade de furtos de peças e fios de cobre de vagões e instalações ferroviárias, ocorrida nos

últimos meses em Bauru, está preocupado a polícia. Ontem, por volta das 13h30, no centro de triagem, no Jardim Guadalajara, foram apreendidas sete peças de cobre puro, pesando cerca de 65 quilos, que haviam sido furtados de motor de uma locomotiva.

A falta de vigilância, apesar de o local não está abandonado, facilitou ao desempregado Jerônimo da Silva Cruz, 22 anos, chegasse até a locomotiva. Quando a polícia chegou ao local, ele estava, com ajuda de várias ferramentas, retirando as peças. Uma outra pessoa que estava com ele conseguiu fugir.

O delegado titular da 4.ª Delegacia de Polícia, Durvalino Corrêa da Silva, fez contato com a Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) e com a Ferroban, para que elas ampliem a vigilância em toda a ferrovia. "Não podemos garantir segurança durante todo o trecho das linhas do trem. Como o furto nesse local está sendo muito grande, resolvi convocar as duas empresas para que elas tomem providências", afirma.

As peças de cobre furtadas eram de um motor de tração de uma locomotiva, máquina da RFFSA. Esse material é importado, não existe um similar no Brasil e, por isso, custo caro. De acordo com o delegado, as peças de cobre são vendidas por volta de R$ 2,50 o quilo. "Essa comercialização acaba sendo rentável", explica Silva.

Na última sexta-feira também houve um furto de fios de cobre na ferrovia. Depois que foi desligada a eletrificação dos fios, essas ocorrências cresceram, relata o delegado.

"Há pessoas que acham que o local está abandonado e, por isso, podem arrancar os fios para vender, mas o local não está", frisa.

Para coibir esses furtos, a polícia promete que haverá uma vigilância maior na área e quem estiver furtando será autuado em flagrante. A Polícia Militar continuará fazendo rondas pela ferrovia, mas deve ser as empresas concessionárias da ferrovia que deverão aumentar a vigilância, para 24 horas, ressalta o delegado.

A Ferroban administra o pátio da ferrovia enquanto que a RFFSA, as 36 máquinas existentes, que deverão ir a leilão, mas essa questão ainda está em processo licitatório. Entretanto, com ou sem licitação as máquinas continuarão nas linhas do trem e a vigilância das empresas solicitada pelo delegado deve ser mais rigorosa.

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