Sindicato nega cartel dos postos
Texto: Márcia Buzalaf
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo
(SincoPetro) nega a existência de um cartel que dita os preços dos combustíveis a serem comercializados nos postos de Bauru. Em reunião realizada com o advogado do Procon, órgão de defesa do consumidor ligado ao gabinete do prefeito, Édison Gasparini Júnior, na última sexta-feira, o sindicato jogou a responsabilidade dos altos preços nas distribuidoras.
Davilço Graminha e Homero Sebastião Gomes, ex-presidente e atual presidente do SincoPetro, afirmam que não há combinação de preços na região, mas que os valores cobrados no litro dos combustíveis é o que eleva o custo dos postos.
Os dois representantes dos postos mostraram notas fiscais de distribuidoras que apontaram o litro da gasolina a R$ 1,16 e o do álcool a R$ 0,70. Gasparini Júnior questionou a padronização dos preços nos postos de Bauru, mostrando dados do levantamento que o órgão está fazendo na cidade.
As informações coletadas durante toda a semana passada mostram que a grande maioria dos postos cobram R$ 1,33 ou R$ 1,34 no litro da gasolina.
Vale lembrar que o Ministério Público Federal deve indiciar todos os donos de postos de Bauru pela formação de cartel na ação penal que o órgão move. Há um ano e meio, há um inquérito policial que investiga o suposto crime contra a economia. Nenhum dono de posto aceitou a idéia de que Bauru tem um sistema carterizado entre as revendas de combustíveis. Os representantes do sindicato em Bauru não quiseram se pronunciar a respeito do indiciamento.