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Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

PF de Marília prende mulher contrabandista na região de Assis

Texto: Josefa Cunha

A Polícia Federal de Marília, durante blitz de rotina realizada anteontem na base rodoviária da estrada que liga Florínea a Assis, fez uma das maiores apreensões de mercadorias contrabandeadas deste ano. Cento e vinte caixas de uísque e cinco mil pacotes de cigarros, além de vários outros produtos (equipamentos eletrônicos, impressoras e armas de brinquedo), foram encontrados dentro de um ônibus procedente do Paraguai com destino a Belo Horizonte. Odília Maria de Castro Filho, residente na capital mineira, se responsabilizou pela mercadoria e foi presa em flagrante.

O ônibus em que estavam os produtos ilegais, também de uma empresa mineira, foi parado sem prévia suspeita quando passava pela base da Polícia Rodoviária de Florínea, que trabalha em conjunto com os policiais federais nas operações rotineiras de fiscalização. O delegado titular da Polícia Federal de Marília, Gilberto da Silva Pacheco, disse que a mercadoria ocupava metade do ônibus, bloqueando, inclusive, o sanitário do veículo. Esse fato causou estranheza, até porque apenas 15 pessoas viajavam no ônibus. Pacheco acredita que a indiciada tenha recebido ajuda de terceiros, mas não pôde responsabilizar mais ninguém em virtude dela ter confessado ser a única proprietária dos produtos.

Odília, que desde o flagrante está presa na Cadeia Pública de Vera Cruz, será processada por contrabando

(comércio de produtos proibidos) e descaminho de mercadorias

(sonegação do fisco, já que os cigarros apreendidos eram destinados à exportação). Se condenada, ela poderá pegar de um a quatro anos de prisão.

Embora a lei limite as compras no Paraguai em US$ 150,00 por pessoa, a acusada admitiu ter gastado cerca de R$ 13 mil com os produtos. Mesmo assim, a Polícia acha que as mercadorias valem muito mais - a avaliação deverá ser feita nos próximos dias pela Receita Federal de Marília, para onde o produtos foram encaminhados. Valores à parte, o certo é que a contrabandista conseguiu driblar a barreira alfandegária.

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