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Homicídio

Redação
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Pai pode ter sido co-autor no caso do bebê atirado em ribeirão

A Justiça de Santa Cruz do Rio Pardo pediu a prisão preventiva do mototaxista Marcelo Freitas, suposto pai do bebê

Ânderson Gabriel Souza da Silva, de 10 meses, morto no início de maio após ser atirado no ribeirão São Domingos. Freitas já havia cumprido cinco dias de prisão temporária, mas, caso não consiga derrubar a prisão preventiva com o recurso que pretende interpor no Tribunal de Justiça, deverá permanecer atrás das grades durante toda a instrução do processo.

O envolvimento de Freitas no caso foi sugerido pela menor S.R.T., de 16 anos, sua ex-namorada e principal acusada de ter cometido o crime. Durante o inquérito policial conduzido pela delegada Isabel de Oliveira Bertoldo, várias pessoas alegaram, em depoimento, que viram o mototaxista na companhia de S.R.T. no dia crime, próximos à ponte de onde a criança foi jogada. Há também o relato de uma suposta ameaça contra o bebê, que estaria atrapalhando o relacionamento de Freitas com outra namorada. A confirmação da paternidade de Ânderson ainda depende de exame de DNA, mas ele próprio já teria reconhecido informalmente o menino como seu filho.

Segundo informações do inquérito, Freitas não apresentou álibi convincente para o horário do crime, apenas disse que "esteve rodando pela cidade". Apesar disso, ele concordou espontaneamente em participar da reconstituição do caso. Por conta das evidências, o mototaxista acabou indiciado pela co-autoria do homicídio. Já S.R.T., que deverá ser encaminhada à Febem como medida sócio-educativa, permanece em cela especial no presídio feminino de São Pedro do Turvo, sob custódia da Vara da Infância e da Juventude.

O crime

No dia 5 de maio último, a menor S.R.T. retirou Ânderson da creche Sebastiana Molitor de Oliveira, onde passava os dias em razão de sua mãe, Sandra Souza Silva, trabalhar fora. A menor teria levado o bebê até a ponte do Parque São Geraldo, de onde o teria jogado nas águas do ribeirão São Domingos. A atitude seria uma vingança contra Marcelo Freitas, suposto pai do menino, com quem namorou por cerca de um ano e meio.

O relacionamento teria sido rompido dias antes da tragédia por conta de atritos motivados pela provável paternidade do então namorado. Durante o namoro com S., Freitas manteve um romance paralelo com Sandra Souza Silva, que meses depois teve o filho e lhe atribuiu a paternidade. Freitas chegou a pagar pensão alimentícia para Ânderson, mas deixou de fazê-lo recentemente. A mãe preparava-se para ingressar com uma ação para comprovação de paternidade.

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