Troca de tiros resulta em morte no J. Vânia Maria
Texto: Rita de Cássia Cornélio
Um troca de tiros entre a Polícia Militar e José Odinei Pacheco Nunes, conhecido por "Tita Paraguai", 33 anos, resultou na morte do civil e em dois tiros no colete
à prova de bala de um policial. O tiroteio aconteceu na rua Joaquim Ferreira da Costa, Jardim Vânia Maria, por volta das 11 horas de ontem.
Há duas versões sobre os fatos. Para a PM, "Tita Paraguai" recebeu a polícia com tiros e foi atingido no revide. Para as pessoas que estavam na casa, "Tita" não estava armado e a polícia entrou atirando. Segundo os policiais militares integrantes do Tático Leste, denúncias anônimas informaram que "Tita Paraguai" estaria armado e ameaçando pessoas no local.
Uma equipe do Tático foi para o local acompanhada de mais uma viatura do supervisor. A casa foi cercada e quando a polícia entrou, "Tita Paraguai" estava na sala. "Ele recebeu a polícia com tiros. Nós revidamos. Ele entrou para o interior da casa e tentou sair pelos fundos, onde foi alvejado por dois tiros", informa a Polícia Militar.
Os dois tiros disparados por "Tita Paraguai" atingiram o colete à prova de bala do soldado Wellington Zorzetto, do Tático, sem provocar ferimentos. Na versão das pessoas que estavam na casa, a polícia chegou atirando e "Tita Paraguai" não estava armado.
Miriam Evêncio, uma das testemunhas, contou que estava no portão da casa quando os policiais chegaram. "Nós pedimos para os policiais não atirarem porque havia crianças. O Tita não estava armado. Os policiais é que foram atirando", disse ela.
A moradora Luzia Eugênio contou que os policiais entraram pela sala, onde "Tita" estava. "Ele correu para os fundos e lá foi baleado. Ele não estava armado. Ele é conhecido de minhas filhas e ontem chegou pela manhã. Nos dias anteriores, ele dormiu aqui", contou ela. A mulher disse que se escondeu no banheiro. "Eu fiquei encolhida no banheiro porque estava com medo dos tiros", ressaltou.
Na casa onde "Tita Paraguai" estava a Polícia Militar encontrou dez trouxinhas com pedras aparentando ser crack. Segundo informou o delegado titular do 1.º Distrito Policial, Marcelo Haddad, onde a ocorrência foi registrada, "Tita" tem passagens pela polícia por envolvimento em um latrocínio e dois homicídios e está respondendo a processos por outras ocorrências.