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Amaral Carvalho

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 4 min

Hospital de Jaú cria filial em São Carlos

Texto: Andréia Alevato

Nova unidade do Hospital Amaral Carvalho vai oferecer tratamento oncológico e cirurgias de pequena complexidade

A Fundação Amaral Carvalho, responsável pela manutenção do hospital de mesmo nome, situado em Jaú e especializado no tratamento de câncer, vai criar uma unidade oncológica em São Carlos. Ela ainda será construída e vai atender pacientes para tratamentos de radioterapia e quimioterapia. Será possível realizar, também, pequenas cirurgias ambulatoriais, como a retirada de nódulos.

O médico Antônio Luís Cesarino de Moraes Navarro, diretor-superintendente da Fundação Amaral Carvalho, explicou que a instituição foi convidada pela Prefeitura de São Carlos para gerir essa unidade de oncologia da cidade. Também a convite da Prefeitura de São Carlos, desde novembro do ano passado a Fundação Amaral Carvalho mantém um ambulatório oncológico na cidade. Esse ambulatório atende atualmente cerca de 400 pacientes, quantia considerada expressiva pelo diretor-superintendente da Fundação Amaral Carvalho: "Esse número vai aumentar ainda mais com a implantação da unidade oncológica na cidade, porque muitos pacientes poderão fazer tratamento de radioterapia ou quimioterapia em suas dependências", contou o médico.

O diretor-superintendente afirmou que a criação de unidades como a que será construída em São Carlos faz parte de uma política nacional de combate ao câncer, que descentraliza o atendimento oncológico:

"O paciente sai de sua cidade, anda 100, 200, 300 quilômetros para fazer um tratamento ambulatorial, como o de radio ou quimioterapia, tem que permanecer na cidade onde fica o hospital durante uma semana, para fazer um tratamento que demora só 10 minutos por dia. Aí tem que se criar abrigos gratuitos que atendam os pacientes mais carentes, como o Hospital Amaral Carvalho, que mantém um abrigo onde atende cerca de 100 pacientes. A criação de unidades avançadas, como a de São Carlos, vai beneficiar o paciente neste sentido. Essa política de descentralização do atendimento oncológico é correta, porque evita que o paciente viaje 100, 200, 300 quilômetros para ter acesso a um tratamento de radio ou quimioterapia", disse o diretor-superintendente.

A unidade oncológica será construída em um terreno doado pela Prefeitura de São Carlos, com extensão de 30 mil metros quadrados. As verbas para a construção são obtidas através do governo federal e de doações, através de telefone, realizadas por pessoas de toda a região. A princípio, o Hospital Amaral Carvalho solicitou verba de R$ 1 milhão ao Fundo Nacional de Saúde, órgão do Ministério da Saúde. Esse dinheiro deve ser aplicado na construção das casamatas de radioterapia e quimioterapia e de um pequeno ambulatório. Outra verba, de R$ 2 milhões, foi solicitada ao programa ReforSUS, para a compra de equipamentos de radioterapia e quimioterapia. O sistema de arrecadação de doações por telefone, que já funciona em Jaú, também será implantado em São Carlos: "Todo o financiamento dessa unidade será feito pela comunidade de São Carlos, seja através da Prefeitura, seja através de verbas do governo federal, ou de doações da população, incluindo pessoas físicas e jurídicas", completou o médico.

As obras serão iniciadas depois que forem liberadas as verbas federais. Navarro acredita que, até o final do ano, esse dinheiro será liberado e as obras, então, iniciadas.

O diretor-superintendente do Hospital Amaral Carvalho acredita que novos médicos serão contratados, com a implantação da unidade de São Carlos, e garantiu que o atendimento de Jaú não será prejudicado com a implantação dessa unidade: "O mais importante é que o protocolo de atendimento é da Fundação Amaral Carvalho. o tratamento do paciente vai seguir esse protocolo, e existe a possibilidade de se ampliar o quadro de médicos. E garanto que a implantação da unidade não vai prejudicar o atendimento em Jaú", afirmou.

Navarro disse ainda que a Fundação pretende instalar outras unidades oncológicas, se surgirem convites de Prefeituras:

"A Fundação Amaral Carvalho não tem recursos para instalar unidades oncológicas em outras cidades. Mas, se as Prefeituras conseguirem as verbas e nos convidarem a gerir essas unidades, pretendemos implantar novas unidades onconlógicas em diversas cidades, no futuro", concluiu o médico.

O Ministério da Saúde divide em três categorias os hospitais para tratamento de câncer. A primeira é chamada Cacon 1, sigla que indica hospitais gerais com serviço oncológico. A segunda categoria é o Cacon 2, que corresponde a hospitais oncológicos como o Amaral Carvalho. Atualmente, em todo o País, existem 11 hospitais oncológicos desse nível. A terceira categoria é o Cacon 3, que identifica hospitais onconlógicos voltados ao ensino e pesquisa. Atualmente, existem apenas dois hospitais com essa classificação máxima no Brasil. Há também as clínicas de radioterapia e quimioterapia. A meta atual do Hospital Amaral Carvalho é ser classificado como um Cacon 3.

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