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Márcia Buzalaf
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Prefeito mantém contas no Banespa

Texto: Márcia Buzalaf

O Sindicato dos Bancários pediu uma reunião para discutir a denúncia de que haveria pressão para a transferência das contas para o BB

As contas bancárias dos cerca de cinco mil servidores municipais de Bauru continuam no Banespa. Esta foi a informação prestada pelo prefeito Nilson Costa (PPS) ao Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região, que tiveram uma reunião com ele na tarde de ontem em função da denúncia de pressão de uma das secretarias para que os funcionários abrissem uma conta no Banco do Brasil.

O sindicato recebeu a denúncia no começo da semana passada indicando que os funcionários da Secretaria de Educação abrissem conta no Banco do Brasil, para o recebimento dos salários. Alguns servidores inclusive abriram as contas, mas entraram em contato com o sindicato dos bancários e dos servidores para saber se realmente estava havendo uma transferência de contas.

Marcos Aurélio Silvestre, diretor do sindicato dos bancários, conta que a entidade requisitou imediatamente uma reunião com o prefeito, que só ocorreu ontem. Na oportunidade, Nilson Costa teria garantido que as contas dos servidores públicos devem ficar no Banespa até quando o banco permanecer nas mãos do Estado.

Em relação à Empresa de Desenvolvimento Rural e Urbano de Bauru (Emdurb), que já transferiu todas as contas dos seus funcionários para o Banco do Brasil, o prefeito teria afirmado que, como uma autarquia, a Emdurb tem autonomia para tomar este tipo de decisão.

Nilson Costa também teria dito que tem que estar preparado para transferir as contas para outro banco, já que a privatização do Banespa ainda está sendo discutida na Justiça. Nilson Costa já se manifestou por diversas vezes contra a venda do banco estatal. Com seu título de eleitor, o prefeito teria assinado um abaixo-assinado em favor do plebiscito para discutir a venda do banco.

Na opinião de Silvestre, a reunião foi positiva porque a concorrência entre os dois bancos, agora, seria prejudicial: "O que nós questionamos é o fato de ter pressão para a conta ir para o BB. Até porque isso seria uma concorrência predatória e prejudicial. Na medida em que começam a ocorrer estas transferências, a gente começa a fazer o jogo da política neoliberal".

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