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Daniela Bochembuzo
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PV pode se coligar na proporcional

Texto: Daniela Bochembuzo

Apesar de convenção ter decidido lançar chapa completa à vereança, verdes não descartam aliança para disputar Câmara

O PV poderá disputar as eleições proporcionais coligado ao PMN, PSB e PC do B. A opção por coligação na proporcional ainda não foi descartada totalmente, apesar dos verdes terem decidido em convenção, realizada no último sábado, lançar chapa completa de vereadores.

Essa mudança é possível em razão do estatuto do PV definir que as convenções têm como objetivo traçar rumos políticos, que podem ser ou não deliberados pela executiva municipal do partido.

No caso de Bauru, a executiva trabalha com a possibilidade de manter a chapa completa à vereança ou somar seus melhores candidatos a de outros partidos, coligando-se para a eleição proporcional. "Faremos o que é melhor para a aliança e para a campanha majoritária", afirma Cláudio Turtelli, secretário nacional do PV.

Turtelli avalia que o momento atual exige do PV, PSB, PC do B e PMN, partidos que atualmente compõem a Aliança XXI, paciência e frieza para tratar a situação.

"Não estamos discutindo apenas lugares, mas o futuro da cidade. É preciso discutir programas. Temos divergências, mas nada que vá implicar em ruptura da coligação", garante.

Com a avaliação, Turtelli manda recado às legendas que já trabalham com a dissolução da Aliança XXI. O rompimento entre o PV e os demais partidos da coligação foi cogitado após a convenção dos verdes.

A decisão sobre lançamento de candidatura própria do PV à vereança foi enxergado por muitos políticos como uma reação de Cláudio Turtelli a sua não indicação como vice de Tuga Angerami

(PSB), resultando, conseqüentemente, em um estremecimento da coligação.

Diante dessa avaliação, o PV foi sondado pelo PDT. Na tarde de ontem, Marcelo Borges, presidente do diretório municipal do PDT, fez uma "visita de cortesia" a Turtelli. O encontro foi acompanhado por Sérgio Lisboa, vice-presidente do PSB, e Valmir Alves, presidente do PMN.

De acordo com Turtelli, Borges não fez nenhuma proposta.

"Nem poderia. Ele tem habilidade política suficiente para perceber que não existe possibilidade do PV sair com o PDT. Isso, aliás, é impossível", afirma o secretário nacional do PV.

Da mesma maneira, o verde adianta que não há divergências dentro da Aliança XXI, a começar do fato de que não é candidato à vice-Prefeitura. O comentário, acredita Turtelli, foi "plantado" para enfraquecer a candidatura de Tuga Angerami.

"Não tenho a pretensão de ser vice-prefeito e o partido tem outros nomes para indicar à vice. Já conversei com Tuga sobre isso e entendo que cabe a ele escolher o vice. Tenho outros planos, os quais envolvem o crescimento do partido no Brasil", diz Turtelli.

Sobre a saída do PC do B da Aliança XXI, o presidente nacional do PV entende que os comunistas estão avaliando o terreno que garanta à recondução de Majô Jandreice à Câmara Municipal. "É algo natural. Eles precisam garantir seu espaço político", analisa.

Saindo como candidata da coligação entre os quatro partidos, Majô teria mais chances de vencer a eleição. O mesmo não aconteceria se o PV lançasse candidatura própria, já que os verdes poderiam garantir vários votos sozinhos. Sem isso, o coeficiente eleitoral necessário para a candidata comunista reeleger-se não seria atingido.

O PDT já percebeu esse cenário desfavorável a Majô Jandreice e deverá, nos próximos dias, convidá-la para integrar a coligação que apoiará Pedro Tobias à Prefeitura.

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