Camelô é acusado de vender abortivo
O produto que só pode ser vendido com indicação médica estaria sendo comercializado ilegalmente pelo ambulante
A Delegacia de Investigação Sobre Entorpecente (Dise) de Jaú prendeu ontem um vendedor ambulante acusado de vender Citotec, um medicamento tido como abortivo e cuja recomendação para uso é uma função exclusiva de médicos. Os policiais apreenderam ainda 5 comprimidos.
De acordo com a Dise, cujo delegado titular é Luverci da Costa Mello, a polícia já havia recebido denúncias de que Valdemir Cruzeira, 48 anos estaria comercializando indevidamente o medicamento, por isso providenciou autorização junto à Justiça para uma busca na banca e residência do camelô.
Ontem de manhã, durante o cumprimento do mandado de busca, os policiais foram então até a banca do vendedor ambulante, nas proximidades do terminal rodoviário, e numa revista pessoal apreenderam quatro comprimidos. Na banca foi apreendido mais um.
Ainda segundo apurações da polícia, o medicamento era trazido do Paraguai onde o acusado estaria pagando aproximadamente dois dólares em cada comprimido. Ainda segundo investigações da polícia, o produto estaria sendo comercializado por um preço muito acima daquele pago no país vizinho.
Vender esse tipo de medicamento nessas condições ilegais, segundo o delegado seccional de Jaú, Antonio Benedito Valencise, é considerado crime hediondo cuja pena, em caso de condenação, varia de dez a 15 anos de prisão, de acordo com a Lei 9677-98. Depois da elaboração do flagrante, o acusado foi levado para a cadeia onde aguarda decisão da Justiça.
Essa não é a primeira vez que a polícia de Jaú faz apreensão do medicamento. Em julho do ano passado, dois irmãos foram detidos e os policiais apreenderam ainda 10 comprimidos.