CPFL quase fecha acordo com eletricitários
Texto: Paulo Toledo
A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) praticamente fechou acordo com o Sindicato dos Eletricitários (Sinergia-CUT) em relação à campanha salarial deste ano. Ficou acertado que os trabalhadores terão garantia de emprego por dois anos, após um Plano de Demissão Voluntária
(PDV) e um Plano de Demissão Incentivada (PDI), que terão duração de 90 dias. A reposição salarial vai até 6%, dependendo da faixa salarial. Serão realizadas assembléias de trabalhadores para que seja feito o fechamento do acordo.
Jesus Francisco Garcia, diretor do Sinergia-CUT disse que a proposta da companhia foi considerada boa para os trabalhadores. Quem ganha até R$ 1,5 mil terá reajuste de 6%, enquanto que os que ganham de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil vão receber reajuste de 5% e quem tem salário acima deste patamar terá uma reposição de 4%. Além disso, será pago um abono de 15%, limitado a R$ 550,00 para todos os trabalhadores.
A participação nos lucros, no acordo por dois anos, vai pagar R$ 650,00, em julho, mais R$ 650,00, em janeiro de 2001. Em abril do ano que vem, serão negociadas as metas da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Assim, haverá o pagamento de um "plus", que será equivalente à 50% da diferença entre o resultado de 2000 e 2001.
Garcia informou que todos os benefícios, como ticket-restaurante e cesta básica terão reajuste de 5%.
Em relação à garantia de emprego, nos próximos 90 dias, será aplicado um PDV, pagando 50% do salário, por ano trabalhado, sem limite, mais os direitos de lei. A partir de agosto, será instalado um Plano de Demissão Incentivada
(PDI), com gratificação de 20%, limitado a quatro salários, para a retirada dos cargos que não são mais de interesse da empresa. Garcia disse que ninguém
é obrigado a sair em nenhum desses momentos.
Porém, o acordo deixou uma brecha para a CPFL dispensar aqueles trabalhadores que não mais interessarem e não aderirem aos planos: poderá haver rotatividade, ou seja, demissão, de até 5% do quadro total. Assim, por exemplo, se sobrarem 3 mil funcionário, a empresa poderá substituir até 150. O restante terá a garantia de emprego até o final do acordo. "A pessoa pode não sair no PDV ou no PDI, mas tem que estar consciente que pode cair nessa rotatividade", afirmou.
Jesus Garcia diz que as assembléias de trabalhadores é que vão dar a palavra final sobre o fechamento do acordo.