PFL e PPS estão próximos da coligação
Texto: Daniela Bochembuzo
Partidos realizam convenção conjunta no sábado; lideranças nacionais e estaduais participam do evento, que deve reunir 400 pessoas
O PPS e o PFL devem anunciar entre hoje e amanhã a oficialização de sua coligação. Apesar de nenhum dos presidentes dos partidos confirmar a aliança, já está agendada uma festa conjunta no sábado para anunciar a união partidária.
O evento será realizado após as convenções do PPS e do PFL, marcadas para às 10 horas do sábado. Entre as presenças nacionais e estaduais confirmadas estão os deputados federais Gilberto Kassab (PFL), João Herrmann
(PPS), o deputado estadual Rodrigo Garcia (PFL) e Arnaldo Jardim, presidente estadual do PPS.
A expectativa é que a cerimônia de oficialização da aliança reúna 400 pessoas. Para garantir a presença de "nilsistas", 5 mil filipetas e 500 convites foram impressos e distribuídos a membros do PFL e do PPS.
Hoje, as lideranças partidárias reúnem-se para redigir uma carta de intenções. O texto deverá conter propostas apresentadas pelo diretório municipal do PFL ao PPS e itens do protocolo de intenções apresentado pelo PPS ao PFL.
"Estamos buscando algo que nos une e a carta de intenções espelhará isso", afirma Rubens de Souza, presidente do diretório municipal do PPS.
Para Souza, a coligação com o PFL fortalecerá a candidatura de Nilson Costa. "A aliança fará a diferença, seja em razão da militância, da atenção do partido às causas populares ou do perfil de seu presidente, o empresário Dudu Ranieri, que é respeitado em Bauru e tem uma vida política sem máculas", acredita.
A única incógnita que se mantém na coligação
é a questão da vice. O cargo será do PFL, mas o PPS garante que não interferirá no processo de escolha. "Vamos respeitar a postura do nosso parceiro", garante Souza.
A escolha deve recair sobre Dudu Ranieri. O presidente do diretório municipal do PFL já foi indicado em pesquisas espontâneas de intenção de voto e tem a simpatia dos dois partidos.
Ranieri, no entanto, não confirma a sua indicação
à vice-Prefeitura. "Posso ser como posso não ser. Vice-prefeito é um cargo trabalhoso, espinhoso. Embora seja honroso, o vice ainda é considerado um adendo", explica.
O presidente do PFL diz estar um pouco cansado da política, mas afirma que poderia pensar diferente caso fosse indicado a prefeito. O histórico familiar pode fazê-lo aceitar sua indicação à vice-Prefeitura. Seu pai, José Ranieri, já ocupou o cargo de vice pelo PTB, durante a gestão de Nuno de Assis.
Próximo da data da convenção, Ranieri prefere centrar seus esforços no protocolo de intenções do PPS. "Os detalhes é que garantirão a coligação, mas posso dizer que tudo está bem encaminhado", adianta.
Na eleição proporcional, o PFL se coligará com o PST, presidido por Nilton Morais e que tem em seus quadros o ex-candidato à Prefeitura Pedro Valentim.
Valentim é um dos cinco candidatos do PST à Câmara Municipal. Os 37 restantes serão do PFL, que vê dificuldades em atingir os 30% de candidatos do sexo feminino exigido pela Legislação Eleitoral.