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Cooperativismo

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Seminário sobre cooperativas supera expectativa de público

Texto: Patrícia Zamboni

O seminário "Cooperativa de Trabalho - Novas tendências na relação capital/trabalho" superou as expectativas dos organizadores em relação ao número de participantes. Mais de 150 pessoas lotaram o auditório da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), na noite de terça-feira, o que mostra o grande interesse da população por esta alternativa de trabalho, que vem crescendo gradativamente no Brasil.

O evento foi promovido pela Acib, em parceria com o Sindicato dos Contabilistas e com o Conselho Regional de Economia (Corecon). O seminário foi dirigido por Daniel Augusto Maddalena e José Pereira de Souza, ambos da Associação Nacional das Cooperativas de Trabalho. Maria Rita Maringoni também fez parte da mesa diretiva, como representante do Ministério do Trabalho (MT).

De acordo com Maddalena, no Brasil o conceito de cooperativa ainda

é considerado novo, porém, em diversos países já é utilizado desde a época da revolução industrial. Segundo ele, em aproximadamente 87 países o movimento do cooperativismo já é disseminado; cerca de 800 milhões de profissionais interagem, no mundo todo, através deste modelo; no Brasil, cerca de 5% a 6% do Produto Interno Bruto (PIB) é gerado através do cooperativismo.

"O cooperativismo é um conceito universal que nasceu quando o homem percebeu que tinha mais força atuando em grupo do que sozinho. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a cooperativa não é uma alternativa para o desemprego, e sim, para o emprego, para as pessoas que não querem mais a subordinação. Cooperativismo não

é terceirização", ressalta Maddalena.

De acordo com ele, é difícil controlar a formação de todos os grupos, bem como a sua atuação dentro da legalidade. Porém, destaca que o sistema de cooperativa

é legal e amparado por lei. "A cooperativa é uma sociedade de natureza civil, sem fins lucrativos, formada com base na Constituição Federal Brasileira. A Lei na qual está inserida é a 5.764, de 16 de dezembro de 1971, que trata as cooperativas como oriundas da associação de profissionais de determinadas classes ou categorias", observa. Segundo Daniel Maddalena, o sistema de cooperativa oferece a possibilidade de ganhos acima da média de mercado, quando o grupo é bem gerido.

De acordo com ele, não é fácil administrar uma cooperativa, assim como não é fácil gerir uma empresa. Porém, a sobrevivência de uma cooperativa pode ser fácil desde que os cooperados estejam cientes sobre as características deste modelo, sobre o que estão buscando através dessa alternativa e, principalmente, se estão preparados para administrá-la. "Não

é fácil administrar uma cooperativa, assim como não é fácil administrar qualquer outra empresa, porém, com o agravante de que a cooperativa não tem objetivo de lucro. A cooperativa está na baseada na participação igualitária de cada um dos cooperados e visa uma sustentação econômica, um resultado financeiro positivo. Se não fosse assim, seria uma sociedade inócua. Quando bem administrada, sua sobrevivência se torna fácil", afirma Maddalena.

O presidente da Acib, Cássio Carvalho, confirma a superação das expectativas de público no evento desta terça-feira.

"A participação ficou bem acima do que nós esperávamos, tanto que já estamos até pensando em promover um outro evento desse para suprir a demanda. O interesse por parte da população sobre este assunto é muito grande e sabemos que há mais pessoas que gostariam de ter participado do seminário e não conseguiram vaga. Portanto, provavelmente iremos promover um outro debate", observa Carvalho.

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