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Redação
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PM vistoria Sambódromo para coibir ações de motociclistas

Policiais da Base Sudeste e do Pelotão de Trânsito realizaram ontem, das 14 horas às 18 horas, operação especial no Sambódromo para coibir manobras perigosas de motocilistas.

As demonstrações de manobras com motos estariam ocorrendo há 15 dias. O problema foi denunciado ao Jornal da Cidade e à PM, que passou a intensificar os patrulhamentos no local. De acordo com a denúncia, os motoqueiros começariam se reunir a partir das 15 horas, ficando no local até o anoitecer.

Ontem, a polícia deslocou oito policiais e três viaturas ao local. Mesmo assim, cerca de 50 motociclistas continuaram no Sambódromo. Duas autuações foram efetuadas nas imediações, em razão de ausência de uso de capacete.

Dentro do Sambódromo, no entanto, a PM não pode fazer autuações. "O máximo que podemos fazer é orientar o público sobre direção perigosa e a necessidade de uso de equipamentos de segurança, já que o local não é considerado via pública", explica o segundo sargento Antônio Carlos Granha Júnior, comandante interino da Base Sudeste.

Por não ser considerada via pública, motocilistas podem, inclusive, andar com veículos com documentação irregular no Sambódromo. "Se alguém trouxer a moto dentro de uma caminhonete e andar com ela somente aqui, não poderemos autuar o proprietário do veículo", diz o comandante interino.

Por essa razão, mesmo com a presença da polícia, muitos motoqueiros realizaram manobras arriscadas, como empinar motos, ontem. Eles ficam na dispersão do Sambódromo. Outros, mais ousados, se arriscam a correr pela pista de apresentação das escolas de samba.

Por causa das reclamações da população, a PM continuará a realizar a operação todos os domingos. "Mas o Sambódromo já faz parte do itinerário de patrulhamento diário", avisa Granha. (DB)

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