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Campanha eleitoral

Nélson Gonçalves
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Promotoria coíbe cartaz em poste

Texto: Nélson Gonçalves

O promotor eleitoral, José Carlos Carneiro de Oliveira, enviou ofício a todos os partidos condenando a fixação de cartaz e poste

A promotoria eleitoral de Bauru é contra a fixação de cartazes em postes na cidade. Além da proibição legal de fixação de cartaz em viadutos e passarelas, o promotor eleitoral José Carlos Carneiro de Oliveira disse, ontem, que vai coibir a fixação de cartaz em postes de iluminação pública. Para o promotor, a prática aumenta e prolonga a sujeira visual na cidade e pode ser combatida. A promotoria defende que o candidato fixe placas nos postes, com arame ou cordão.

Para o promotor eleitoral, José Carlos Carneiro de Oliveira, a fixação de cartaz com cola dificulta a retirada desse material. "Esses cartazes ficam muito tempo no poste e a cidade fica suja por muito mais tempo. Além do mais, a competição pelo visual de campanha entre os candidatos, faz com que vários cartazes sejam colados um sobre o outro, aumentando a sujeira e dificultando ainda mais a remoção", disse.

Para coibir a prática na campanha eleitoral, o promotor José Carlos Carneiro de Oliveira informou, ontem, que está enviando ofício a todos os partidos políticos e coligações de Bauru, para anunciar está coibindo esse tipo de campanha. Segundo o promotor, alguns candidatos está realizando a campanha com cartaz corretamente. "Alguns candidatos estão fixando cartazes em material mais duro ou placa, fixando no poste com corda ou arame liso. Isto facilita a remoção e eu concordo. Eu estou avisando que sou contra e vou trabalhar para coibir o uso de cartaz com cola. Já estou providenciando algumas representações", comentou.

O representante do Ministério Público Estadual abordou, ontem, que também vai coibir o uso de cartaz em viadutos, passarelas e placas de sinalização. "Não podemos concordar com o uso de cartaz em poste de iluminação pública com cola e também em placa de PARE, assim como no viaduto. No viaduto só é permitido faixa. Quem fez propaganda proibida vai ter que tirar e sofrerá as sanções previstas em lei", advertiu José Carlos Carneiro de Oliveira.

A Justiça Eleitoral está empenhada no cumprimento da lei eleitoral e dedica atenção especial ao uso de material de campanha e à compra de votos, com a distribuição de cestas básicas ou pagamento de contas de consumo de energia elétrica e água. O promotor eleitoral salienta que o partido ou candidato que tiver alguma dúvida deve primeiro procurar o MP, antes de tomar uma providência na campanha que resulte em multa e até pedido de prisão para o responsável em alguns casos.

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