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Inverno

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 3 min

Incidência de infarto é maior no inverno

Texto: Adriana Rota

Os riscos de problemas coronarianos aumentam nessa época. Prevenção é o melhor caminho para evitar contratempos

O frio característico do inverno aumenta entre 20 e 30% as chances de uma pessoa ser acometida por infarto ou derrame. De acordo com o cardiologista Caio Mário de Almeida Pessoa,

é difícil precisar os motivos que levam ao problema, mas existem algumas especulações a respeito.

Uma delas é a tendência que a pressão tem de subir nos períodos de frio intenso. "Ocorre um aumento da resistência periférica, uma liberação de hormônios, como a adrenalina, para não deixar o organismo perder calor", explicou.

O médico disse, ainda, que o aumento na pressão pode ser causada por contração involuntária da parede do vaso, mediante baixas temperaturas.

Outra hipótese aceita no meio médico é a ocorrência de uma alteração de humor no inverno, quando as pessoas tendem a ficar mais deprimidas.

Embora não tenha encontrado nada específico na literatura médica, Pessoa acredita que a alimentação

"de inverno", mais calórica, também contribui para o agravamento de doenças coronarianas. "A pessoa infarta quando o colesterol está alto. Por isso defendemos a diminuição do colesterol de todo mundo".

O médico apontou algumas alternativas para tentar afastar o "fantasma": deslocar-se para localidades de clima melhor (para quem pode), tentar evitar exposição ao frio, usando aquecedor e não se expondo a temperaturas baixas.

Os exercícios físicos também podem prevenir problemas, mas desde que sejam feitos sob orientação médica e de maneira adequada. O final da tarde é o horário ideal. Pessoa salientou, no entanto, que quem não pode fazer nesse horário deve optar por outro.

"É melhor do que não fazer nada".

Ele alertou, ainda, que embora os idosos estejam mais sujeitos a sofrer problemas do gênero - e outras enfermidades, por uma condição orgânica mais frágil - os mais jovens também têm de ficar atentos, especialmente se tiverem antecedentes na família.

Mau colesterol alto, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse são outros fatores que exigem visitas freqüentes ao médico, a partir dos 30 anos de idade para quem tem caráter hereditário e 40 para os demais.

E para quem acha que o frio é sempre maléfico, o médico lembra que ele diminui as possibilidades de doenças típicas de clima quente, como diarréias infecciosas não-virais, desidratação e micoses.

Frio deve dar trégua

A exemplo do que ocorreu no último sábado, o frio deve dar uma trégua nos próximos dias, embora outra frente fria atinja o Estado amanhã. Bauru deverá ter nebulosidade variável, sem chuvas, e deve gear apenas nas áreas Leste, Sul e Oeste do Estado. As informações são da meteorologista do IPMet, Rita de Cássia Cerqueira.

Ontem, uma frente fria passou sobre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo com fraca atividade. Os radares meteorológicos da Unesp de Bauru e de Presidente Prudente não detectaram chuvas, conforme o boletim das 15 horas.

A previsão do tempo para hoje, até às 18h00,

é de nebulosidade variável sem chuvas. As temperaturas mínimas previstas para Bauru são de 5 a 7 graus e, as máximas, de 22 a 24.

A tendência do tempo para amanhã é da chegada de uma frente fria sobre o Oceano Atlântico, altura do litoral da Bahia. Em São Paulo há previsão de chuvas em pontos isolados nas regiões Norte e Leste do Estado. Nas demais regiões, o tempo deve ficar bom, sem chuvas e baixas temperaturas.

Para quinta-feira, não há previsão de chuvas para o Estado e as temperaturas deverão estar em elevação durante o dia.

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