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Redação
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Telefonica inicia a instalação de linhas WLL no Interior do Estado

A Telefonica iniciou esta semana os testes-piloto de sistemas WLL (Wireless Local Loop, acesso fixo sem fio) no Interior de São Paulo, com previsão de instalar 66 mil terminais nas regiões de Bauru, Araraquara e São José do Rio Preto até o final deste ano, abrangendo um total de 192 cidades. Os primeiros testes serão realizados em Uru, Salto Grande e Alfredo Marcondes. Na região de São José do Rio Preto, o projeto abrangerá 86 municípios, começando por Ouroeste, Indiaporã e Mendonça.

A tecnologia WLL será um complemento da rede de cabos e permitirá à Telefonica atender as metas de universalização da Lei Geral de Telecomunicações (LGT). A empresa anuncia investimentos na ordem de R$ 1 bilhão na expansão de sua rede, incluindo o projeto de WLL, garantindo suficiência para atender 80% da demanda da região. "Com essa tecnologia, a Telefonica poderá atender regiões não servidas pela rede tradicional e, em alguns casos, fora da área de cobertura do celular", disse Juan Luís Berrocal, diretor de Operações de Atenção Técnica da operadora.

Semelhante ao sistema celular, o WLL é uma alternativa para atender à demanda reprimida, principalmente em áreas de difícil acesso, com a vantagem de uma implementação rápida se comparada à rede de cabos tradicional. A principal diferença é a instalação da ETA (Estação Terminal de Assinante) na casa do assinante, aparelho com antena acoplada que capta os sinais da Estação de Rádio Base (ERB) e que fica conectada

à central local. O custo da linha WLL é o mesmo da linha telefônica comum, R$ 77,00.

Os equipamentos serão fornecidos pela Alcatel e pela NEC. Os sistemas da Alcatel atenderão 103 municípios na região de Bauru e permitirão serviços de fax e dados a 28,8 kilobits/segundo. Já os equipamentos da NEC são baseados na tecnologia CDMA (Code Division Multiple Access, acesso múltiplo por divisão de código) e possibilitam a transmissão de dados a 14,4 kilobits/segundo

- estes serão instalados na região de São José do Rio Preto.

Pelas regras da Agência Nacional de Telecomunicações

(Anatel), as operadoras que pertenciam ao sistema Telebrás têm a autorização para oferecer os sistemas WLL em municípios com menos de 50 mil habitantes e onde as empresas-espelho não têm interesse em explorar o serviço.

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