Sinergia fecha acordo com Cesp-Tietê e Duke
Texto: Patrícia Zamboni
Depois de muitas negociacões, o Sinergia-CUT consegue fechar acordo coletivo para mais duas empresas, garantindo 6% de reposição salarial e estabilidade
O Sindicato dos Eletricitários (Sinergia-CUT) conseguiu fechar o acordo coletivo da categoria para os trabalhadores da Cesp-Tietê e da Duke. Na última quinta-feira, os líderes da Cesp-Tietê estiveram em Bauru para assinar o acordo, que foi revalidado por mais dois anos. A data-base da categoria é em junho, porém, em função de longas negociações que estão sendo feitas com diversas empresas, este acordo foi fechado somente no final desse mês.
Atualmente, a Cesp-Tietê emprega cerca de 250 trabalhadores. A empresa é composta pelas usinas de Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Promissão, Avaiandava (todas no rio Tietê), usina de Água Vermelha (rio Grande), Euclides da Cunha e Caconde (rio Pardo). De acordo com o diretor de comunicação do Sinergia-CUT, Wilson Marques de Almeida, a negociação entre sindicato e empresa resultou em 6% de reposição salarial para todos os funcionários; R$ 2.200,00 referentes
à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que serão divididos com o pagamento de R$ 1.300,00 em outubro e R$ 900,00 em abril de 2001, vinculado aos resultados referentes ao cumprimento de metas de qualidade; abono de 50% do salário base mais adicionais; pagamento de passivo trabalhista referente
à época do Plano Cruzado, e estabilidade de emprego para todos os trabalhadores por dois anos (tempo de vigência do acordo).
O acordo coletivo com a diretoria da Duke foi fechado nesta sexta-feira, em São Paulo. A negociação final resultou em 6% de reposição salarial; R$ 950 mil de PLR, que serão divididos entre todos os trabalhadores também dependendo do cumprimento de metas, e estabilidade no emprego durante dois anos, ou seja, até o vencimento do acordo.
Para Wilson de Almeida, o resultado dessas duas negociações foi razoável. "Foi um acordo razoável. Sabemos que a época é difícil para conseguir reposição salarial, e nós conseguimos chegar a um percentual próximo ao IPC da Fipe, o que é bom. A estabilidade no emprego em empresas privatizadas também pode ser considerada uma grande conquista, além da duração do acordo durante dois anos, em lugar de somente um", avalia Wilson Marques de Almeida.
O diretor de comunicação do Sinergia-CUT informa, ainda, que com essas negociações só resta fechar o acordo coletivo com a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e com a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). Com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Elektro e Comgás, o novo contrato já foi feito.