PM concentra esforços em áreas críticas
Texto: Rita de Cássia Cornélio
A cidade está dividida em quatro áreas de policiamento; duas delas estão sob o comando da 3.ª Cia e as outras duas pertencem à 1.ª Cia
A Polícia Militar concentra um efetivo maior nas áreas consideradas mais críticas da cidade do ponto de vista da criminalidade. As regiões Noroeste e Oeste, onde os
índices de criminalidade são mais altos, concentram o maior número de policiais e viaturas.
A região Noroeste, onde estão localizados Parque Jaraguá, Parque Santa Edwirges, Núcleo Fortunato Rocha Lima e Mutirão 9 de Julho, tem uma carência muito grande de aparelhos esportivos e de atividades que consumam o tempo livre dos moradores. As construções irregulares e a falta de pavimentação contribuem para que aquela
área da cidade concentre um alto índice de criminalidade, na opinião do comandante da 3.ª Cia da PM, capitão Wellington Luiz Dorian Venezian.
Ele explica que a falta de pavimentação e as construções irregulares prejudicam o policiamento preventivo. "É um bolsão de miséria. A favela e a proximidade com as penitenciárias, especialmente com o IPA, faz com que essa região concentre o maior número de marginais. O policiamento é prejudicado porque há locais onde as viaturas não entram", disse.
Para driblar a falta de acesso, segundo o capitão, são utilizadas motos, cavalos, bicicletas e até policiamento a pé. "A iluminação é precária e o acesso é difícil. Tudo isso inibe a ação policial", ressaltou o capitão. A região concentra o maior número de crimes graves, como homicídio.
Pela estimativa da PM, naquela região estão 75 mil habitantes. "Para cuidar da segurança desses moradores contamos com 54 policiais militares, seis viaturas, sendo quatro carros e duas motos. Todo o trabalho daquela área é coordenado pela Base Comunitária Noroeste, sob o comando de um tenente", afirmou o capitão Welligton.
A área Leste da cidade, também sob o comando da 3.ª Cia, conta com 59 policiais. A característica desse setor são os núcleos habitacionais, como o Mary Dota, Nova Bauru e Beija-Flor. Por concentrar cerca de 90 mil habitantes e inúmeras residências, o furto é o crime mais cometido. "Os moradores recebem as casas sem muros e muitos não conseguem fazê-lo de imediato. Isso facilita os furtos em residências", disse o capitão.
O fato de os moradores trabalharem fora também é um item que contribue para a ação dos marginais.
"Os moradores são trabalhadores que passam o dia todo fora. Os marginais aproveitam a ausência dos moradores para agirem", disse. A região concentra um efetivo de 59 homens e cinco viaturas.
A região Oeste, Vila Falcão e adjacências, tem por característica a população estudantil.
"Há muitas escolas e faculdades. É uma área que mescla residências e comércio. O bairro conta com pavimentação e acesso mais fácil. O furto em veículos e de veículos é o crime mais cometido. São 35 policiais", de acordo com Welligton.
Ideal
Na área abrangida pela 3.ª Cia da PM, o déficit no efetivo é de cerca de 14%, segundo o comandante, capitão Wellington Venezian. "O ideal era termos 68 policiais na
área Leste; 42 na área Oeste e 60 na Noroeste." A expectativa dele é que com a formação de novos soldados, os claros sejam preenchidos, ainda neste ano.
Furtos em residência lideram ocorrências na Zona Sul
A 1.ª Cia da Polícia Militar responde pelo policiamento preventivo da área Sul, Centro, Sudeste e Piratininga. Crimes como latrocínio (matar para roubar) e estupros estão zerados na estatística destas regiões. Em compensação, o furto de veículos já soma 113 casos e o de residência, 202, de janeiro a junho deste ano.
Segundo o comandante interino da 1.ª Cia, tenente João Costa Duarte, o efetivo total da companhia é de 181 homens, divididos da seguinte maneira: Área Sul, 52 policiais; Centro, 45; Sudeste, 35 e Piratininga, 18. As viaturas, no total de 17, estão distribuídas da seguinte maneira: Zona Sul, 5; Centro, 4; Sudeste, 5, e Piratininga 1", disse.
Na Zona Sul, o Jardim América e o Jardim Europa concentram o maior número de furtos em residência. O Centro sofre com a ação dos menores, que praticam pequenos furtos para troca com drogas.