Projeto ambiental visa plantar 2 milhões de árvores por ano
Texto: Erika de Lima
Através de um simples toque na tecla do computador o internauta estará contribuindo para o reflorestamento da Mata Atlântica, em qualquer local do País. Esse é um projeto que pretende plantar cerca de dois milhões de árvores por ano através de uma parceria entre a entidade privada, sem vínculos partidários ou religiosos e sem fins lucrativos S.O.S Mata Atlântica, o Instituto Ambiental Vidágua Organização Não-Governamental (Ong) e o Grupo Abril S/A, que estará lançando um projeto ambiental via Internet na próxima quinta-feira.
De acordo com o coordenador do programa, Adalto Tadeu Basílio, diretor administrativo-financeiro da S.O.S Mata Atlântica, a expectativa é plantar inicialmente 500 mil árvores a cada seis meses, entretanto, há a possibilidade do plantio de dois milhões pelo Brasil.
Até agora só o banco Bradesco e o Grupo Abril dispuseram-se a serem patrocinadores do programa, porém, a intenção das Ong's é encontrar novas parcerias para ampliar a quantidade de árvores a serem plantadas. "Estamos à procura de novos patrocinadores para ampliar nosso projeto", afirma.
O projeto, que será apresentado e visto através do site clickarvore.com.br a partir da próxima quinta-feira, consiste em reflorestar a Mata Atlântica com a participação do usuário da rede de comunicação global
- Internet.
Ao acessar o site, o internauta que desejar colaborar, poderá clicar só uma vez a cada 24 horas, num ícone que apresentará o programa de reflorestamento. Ao clicar nesse
ícone o usuário já estará automaticamente solicitando o plantio de uma árvore em uma área desmatada.
Ao final do mês será contabilizado o número de plantios solicitados, para que o patrocinador possa pagar à S.O.S Mata Atlântica, coordenadora do projeto, o valor equivalente ao número de árvores pedidas. A partir disso, um viveiro será contatado para semear as sementes da planta no local estipulado pelo usuário, enquanto isso uma Ong dessa localização fará a fiscalização do plantio.
Segundo Basílio, após o "click" do internauta pedindo o plantio, em seis meses, o usuário receberá por e-mail ou mesmo através de divulgação na Internet a prestação de contas do trabalho das entidades ambientais. "Também prestaremos conta ao usuário, mandando um relatório através de seu e-mail sobre o tamanho da árvore, o tipo e até fotos do local onde foi plantada", explica.
Outros ícones também oferecerão dados sobre o trabalho da parceria das entidades bem como fornecerão informações gerais e específicas sobre a Mata Atlântica, distribuída em 17 estados brasileiros.
Rodrigo Agostinho, diretor executivo do Instituto Ambiental Vidágua, vê um outro objetivo do programa: a conscientização das pessoas para divulgar as áreas degradadas e recuperá-las com a ajuda dos usuários da Internet. "Queremos sensibilizar os internautas sobre o número de áreas desmatadas que há no País, para tentarmos assim exercer a cidadania", ressalta Basílio, coordenador do programa.
O programa receberá suporte da equipe de Consultoria Ernest young, que fará auditoria para verificar o trabalho das entidades ambientais.
Donos de terras podem replantar
Além dos internautas, também poderão participar do plantio proprietários de terras que foram desmatadas ou que só tem pastagens e pretendem replantar árvores.
Eles deverão cadastrar-se junto à SOS Mata Atlântica e enviar pela Internet um projeto, apresentando nele os motivos para a plantação, a quantia que deseja plantar e a extensão da gleba para o plantio. "Faremos uma análise e pesquisa sobre o proprietário, se é uma pessoa idônea, entre outros questionamentos. É um processo demorado porque é feito com rigor, mas que será realizado com sucesso", frisa Basílio.
Para tanto, haverá um conselho técnico que irá examinar os projetos que chegarem até ao programa.
Um detalhe importante é que Ongs de vários estados poderão participar do programa, para servir como fiscalizadoras do trabalho a ser realizado pelo Brasil. Se um dono de terra deseja adquirir 100 árvores para plantar na Bahia, por exemplo, poderá fazer o cadastramento e, receber em seis meses as mudas através de um viveiro existente no local e seu plantio será fiscalizado por uma Ong daquele Estado.