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Reciclagem

Ieda Rodrigues
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Cresce a devolução de baterias de celular

Texto: Ieda Rodrigues

O número de baterias para telefone celular usadas devolvidas

às lojas que vendem o produto aumentou significativamente em Bauru, mas ainda está muito longe do total de baterias vendidas. Desde 1.º de julho, em cumprimento à resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), fabricantes, importadores e vendedores de pilhas e baterias de todos os tipos estão obrigados a recebeu esses materiais após o término da vida útil e dar-lhes destino ambientalmente adequado

- que não cause poluição.

A bateria de celular precisa ser trocada após um ano e meio ou dois anos de uso. Em Bauru, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), encarregada de fiscalizar o cumprimento da lei, enviou circular a todas lojas e redes autorizadas que trabalham com baterias e pilhas informando sobre a resolução do Conama, segundo explicou Luiz Pires, titular da pasta.

No primeiro mês da lei em vigor, a Semma não recebeu nenhuma denúncia de não-aceitação de bateria ou pilha usada por parte das lojas. O não cumprimento

às determinações do Conama pode implicar em multa de R$ 1 mil a R$ 50 milhões e pena de reclusão de um a cinco anos, além da obrigatoriedade do reparo do dano ambiental.

Até então, as baterias e pilhas usadas estavam tendo o mesmo destino que o lixo comum, ou seja, o aterro sanitário. Os riscos de poluir o meio ambiente são grandes porque esses produtos são compostos de metais pesados, como chumbo, cádmio e mercúrio, que podem contaminar o solo e os mananciais.

A Master Cell, que vende telefones e baterias para celular em Bauru, neste primeiro mês de vigência da resolução do Conama, enviou ao fabricante um lote de baterias usadas e ontem tinha cerca de outras 20 unidades aguardando a mesma destinação, segundo Mairoly Ivani Leite de Lima, gerente da loja.

A loja Tess de Bauru instalou uma urna para receber as baterias usadas, mas segundo informou o gerente da loja, Luiz Raimundo Luzia, até ontem à tarde haviam sido entregues apenas duas unidades. Ele ressaltou, no entanto, que junto à bateria nova vai um envelope específico para a devolução do produto, pelos Correios, ao final da vida útil.

Também lembrou que a loja está funcionando em Bauru há apenas um ano e meio e, portanto, as primeiras baterias vendidas agora é que começam a chegar ao final da vida útil. A Omnigráfica, outra loja de Bauru do setor, também registrou aumento no número de baterias usadas entregues na loja. Cleusa Regina de Almeida, relações públicas da loja, disse que no momento da venda os funcionários orientam os clientes sobre a devolução de baterias e carregadores.

Ela ressaltou que, apesar de estar havendo maior conscientização, muitos clientes ainda mostram-se resistentes em fazer a devolução. Luiz Pires frisou que é fundamental que a população compreenda a importância das exigências do Conama e segui-as.

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