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Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 3 min

Mutuários se revoltam com seguradora

Texto: Fabiana Teófilo

No Núcleo Antônio Faciolo, em Pederneiras, casas apresentam problemas e mutuários alegam que seguradora não os atende

A Caixa Seguros (ex Companhia Nacional de Seguros Gerais - Sasse), vem sendo alvo de reclamações por parte dos mutuários que possuem casas financiadas pela Caixa Econômica Federal

(CEF) e seguradas pela empresa. Os proprietários tiveram problemas com seus imóveis e alegam que mesmo pagando as parcelas em dia, não recebem retorno da seguradora.

Os mutuários afirmam que não têm a liberdade de optar sobre a seguradora que querem para seus imóveis e a Caixa Seguros, que segundo eles é imposta pela Caixa,

é "totalmente ineficiente".

No núcleo Antônio Faciolo, localizado em Pederneiras, foram construídas, aproximadamente, 200 casas e, de acordo com um dos mutuários, Édson Luiz de Ribeiro, a maioria delas possui problemas na estrutura. Os proprietários recorreram

à Caixa Seguros, mas, de acordo com Ribeiro, nenhum deles teve retorno.

Ele disse, ainda que há muitas pessoas enfrentando o mesmo problema, mas têm medo de falar. "É um direito nosso porque pagamos por isso. Estamos sofrendo um descaso da seguradora e por isso, estamos revoltados", salientou.

O pai de Édson, Nélson Luiz de Ribeiro disse que só na rua Roberto Reginatto, onde vive, há cinco casas com problemas de infiltração. "Todos os proprietários já recorreram à seguradora, mas até agora ninguém conseguiu nada", afirmou.

O valor que a seguradora teria que repassar a Ribeiro pelos danos materiais do imóvel chega a R$ 1,5 mil. "Até mesmo um estofado e uma estante nós já perdemos.

É difícil ficar morando assim", afirmou.

Valdomiro Felix, financiou uma casa no Jardim Cruzeiro do Sul, em Bauru, há 20 anos. Ele continua pagando as mensalidades e há dois anos teve problemas de destelhamento, infiltração e trincas. Felix procurou seus direitos junto à Caixa Seguros, empresa que paga para segurar seu imóvel, mas teve que arcar sozinho com as despesas. "Já gastei R$ 6 mil e ainda terei que gastar mais R$ 2 mil para deixar a casa em ordem", disse.

O imóvel de Felix está orçado em R$ 50 mil e para arrumar os problemas que existiam na casa, ele fez um empréstimo.

"Não poderia continuar vivendo naquelas condições e não tinha dinheiro para arrumar. A seguradora não me dava um retorno, então a única solução foi o empréstimo", explicou.

Já a mutuária Vívian de Almeida Jardim da Silveira teve seu imóvel desmoronado e, sem saídas, precisou alugar um apartamento, onde vive hoje pagando mensalmente há cinco anos. Ela, juntamente com seu advogado José Herman Schrolder, já recorreu até mesmo em Brasília, mas nada ficou solucionado.

Os três mutuários estiveram reunidos na sede da Associação Nacional de Mutuários (ANM), em Bauru. O presidente da associação, Amilton Leme disse que está disposto a colaborar com os proprietários dos imóveis. "Estamos

à disposição para atender e orientar qualquer pessoa que nos procure", afirmou. Ele explicou que consultas jurídicas, encaminhamentos e qualquer tipo de informação são serviços prestados pela ANM sem nenhum tipo de cobrança, somente para mover ações é que a Associação cobra uma taxa dos mutuários.

A reportagem do Jornal da Cidade tentou falar com responsáveis pela Caixa Seguros sobre o assunto mas, até o fechamento dessa edição ninguém havia se manifestado.

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