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Reserva indígena

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Procurador tenta libertar reféns no PA

Texto: Tânia Fonseca

Expectativa é que negociações avancem hoje com a presença de um procurador da República e policiais federais

Os pescadores mantidos como reféns de índios caiapós, no Pará, desde a última sexta-feira, podem ser libertados hoje. As chances para a libertação são grandes, segundo Dorivaldo Pinheiro Souza, funcionário da Procuradoria da República, em Santarém(PA).

De acordo com Souza, que trabalha na área ambiental, o procurador da República em Santarém, Cláudio Márcio Chequer, viajou de avião ontem de manhã, para a reserva Baú, onde estão os índios caiapós, entre os municípios de Altamira e Novo Progresso, na tentativa de pô um fim no drama que envolve pelo menos 16 reféns.

O procurador, segundo Souza, chegaria à área de conflito no final da tarde. "Uma das preocupações nossas é que ele também pudesse se tornar mais um refém, mas isso só vamos saber amanhã (hoje) de manhã", disse Souza.

A viagem entre o município de Novo Progresso e a reserva tem que ser feita de barco e demora aproximadamente seis horas. Ainda de acordo com Souza, junto com o procurador viajaram policiais federais. Para soltar os reféns, os índios exigem a imediata demarcação da área, onde vivem cerca de 120 caiapós.

Um dos reféns, Frederico Landi, 69 anos, que é diabético e chegou a passar mal no cativeiro, foi libertado anteontem, mas preferiu ficar na aldeia onde estão seus companheiros de viagem.

Pai de Luiz Alberto Landi e André Luiz Landi, e irmão de Vilson Roberto Landi, também reféns, Frederico disse que se era para sofrer em liberdade preferia ficar no local ao lado dos familiares.

Frederico foi quem teria convencido o grupo a suspender uma greve de fome que chegou a durar 25 horas.

Os pescadores, sendo dez de Avaré e seis de Novo Progresso foram acusados pelos índios de invadir a reserva quando praticavam pesca esportiva na margem esquerda do rio Curuá.

Os reféns alegam que não sabiam que estavam em área proibida, mas o cacique Be-i Caiapó, líder dos 30 guerreiros armados que vigiam os reféns, acusou os seis paraenses de Novo Progresso de saberem da proibição da pesca na margem esquerda e direita do rio Curuá.

Durante contato telefônico mantido ontem à noite com a reportagem do Jornal da Cidade, Dorivaldo Souza fez questão de frisar que o clima na aldeia não é tão terrível como se possa imaginar. "Não há tanta pressão como estão dizendo. Tudo está sob controle e se tudo ocorrer dentro do previsto, a libertação deve ocorrrer amanhã (hoje)", disse.

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