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Assalto

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Bando prende mãe e filha no banheiro

Texto: Ieda Rodrigues

Quatro ladrões encapuzados e armados fizeram mãe e filha reféns durante assalto, na madrugada de ontem, no Jaraguá

A comerciante Marister Aparecida da Silva, 42 anos, e sua filha de 8 anos, moradoras na quadra 14 da rua Ayrton Busch, no Parque Jaraguá, passaram momento de terror na madrugada de ontem. Elas foram acordadas com o barulho de arrombamento da porta e depararam-se com quatro pessoas encapuzadas e armadas, que anunciaram o assalto. Mãe e filha foram trancadas no banheiro, de onde saíram após a fuga dos ladrões, que levaram várias peças de roupas, cobertores, semi-jóias, algumas jóias em ouro e R$ 60,00 em dinheiro.

Marister contou que estava dormindo, por volta da 1 hora da madrugada, quando acordou com um barulho de ferro sendo estourado. Rapidamente, levantou para ver o que estava acontecendo e percebeu que havia alguém no corredor lateral de sua casa. Ao chegar na sala, viu outra pessoa, ainda do lado de fora, tirando o miolo da chaveadura da porta.

Com o barulho, a filha da comerciante também acordou e foi para a sala, momento que os ladrões davam chutes na porta, na tentativa de abri-la, segundo Marister. Como não conseguiram, estouraram um dos vidros do vitrô e apontaram uma arma para mãe e filha, que estavam na sala. "Eles me disseram para eu abrir a porta dos fundos senão iriam atirar", relatou a comerciante.

Nervosa e percebendo que havia mais pessoas cercando a casa, Marister abriu a porta da cozinha, deparando-se com um ladrão armado, que exigiu que ela abrisse o portão que dá acesso

à garagem, onde estavam os outros três ladrões.

"Disse que podia levar tudo, mas que não fizessem nada comigo e com minha filha. Me chamando de senhora, eles disseram que só queriam as coisas da casa e entraram", contou.

Um ladrão obrigou mãe e filha a ficar no banheiro, com a luz apagada. Segundo contou Marister, enquanto três integrantes da quadrilha reviravam os armários atrás de objetos de valor, o quarto, com revólver em punho, vigiava as duas vítimas, na porta do banheiro.

A comerciante contou que o momento mais tenso foi quando sua filha começou a gritar e os ladrões exigiram que ela fizesse a garota ficar em silêncio. "Ela é pequena. Não estava entendendo o que estava acontecendo. Disseram que se ela não ficasse quieta, iriam atirar. Eles exigiam dinheiro. Nunca fui tão humilhada na minha vida", reclamou.

Apesar de roubar várias coisas, inclusive quatro dos cinco cobertores que estavam na casa, os ladrões desistiram de levar o televisor e a bicicleta da filha da comerciante. Todos os produtos furtados foram através do muro, que dá acesso a um terreno baldio, segundo contou Marister.

Os ladrões chegaram a carregar a TV e a bicicleta até o quintal, mas desistiram de levá-las. A comerciante acredita que alguém na rua no momento que os ladrões iam passar esses dois objetos pelo muro. Antes de irem embora, os ladrões trancaram a casa, jogando a chave na sala através do vitrô. Até a tarde de ontem não havia pistas dos ladrões.

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