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Andréia Alevato
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Trabalho de identificação demora dias

Texto: Andréia Alevato

O trabalho da Polícia Civil na hora de identificar uma pessoa desaparecida ou indigente pode demorar dias, meses e até anos. Isso tudo por falta de documentação pessoal.

O delegado J.J. Cardia, titular da DIG/Garra de Bauru, contou que quando um cadáver é localizado, a qualquer hora do dia ou da noite, o delegado é chamado porque não se sabe qual a causa da morte. Ele mesmo faz fotografias do cadáver para serem usadas na investigação.

"Independente da Polícia Técnica, que faz fotos para serem usadas no inquérito, eu faço fotos digitalizadas, que serão usadas nas investigações", contou o delegado.

Na seqüência, é acionada a equipe de homicídios. As fotografias são feitas de detalhes, como garrafas, bitucas de cigarro ou restos de alimentos. Essas fotografias também ajudam na hora em que familiares procuram por uma pessoa desaparecida.

Também é feito o exame papiloscópio, que colhe as impressões digitais do cadáver. "Se o RG foi feito no Estado de São Paulo, a identificação se torna mais rápida", completou.

O exame necroscópico, para saber quais as causas da morte, também é usado. Roupas, características. Tudo é observado pela Polícia Civil, disse Cardia.

A própria DIG/Garra faz o levantamento da ficha policial da pessoa. Se não constar nada, o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), da Polícia Civil é acionado, para que seja feito o levantamento de identificação civil, da pessoa e, através do exame papiloscópico

é possível verificar onde ela fez o RG.

"Aí já temos mais uma possibilidade de identificação para saber quem é a vítima", completou.

Por último, a Polícia Civil comunica a imprensa, televisiva, falada e escrita que faz a divulgação do caso investigado.

"As pessoas não identificadas ficam por um período de uma semana na geladeira do IML. Nesse período fazemos a identificação. Se caso não for possível fazer essa identificação, o cadáver é enterrado como desconhecido ou indigente", explicou J.J. Cardia.

O delegado defende que o RG deveria ser feito já na maternidade.

"Na Argentina, a criança já sai da maternidade identificada com um RG, porque as impressões digitais nunca mais mudam. A partir daí se tem um controle geral da população", concluiu o delegado J.J. Cardia.

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