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Andréia Alevato
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Documento pessoal acelera identificação

Texto: Andréia Alevato

A identificação de um corpo é dificultada pela falta de documentação pessoal. Segundo a Polícia Civil, o número de indigentes e desconhecidos enterrados diminuiria se as pessoas sempre carregassem consigo o documento de identidade.

"A importância da identificação humana se dá no estabelecimento da identidade de pessoas para fins civis ou criminais", disse o delegado Carlos Alberto Abrantes, responsável pelo Setor de Identificação Civil da Polícia Civil de Bauru, que faz o RG.

O ser humano já tem suas impressões digitais definidas a partir do sexto mês de gestação, ou seja, já no útero da mãe a criança tem uma identidade própria. As digitais nunca mudam, nem mesmo depois que a pessoa morre. Elas também são a única coisa que difere uma pessoa da outra, até mesmo de gêmeos

(apesar de já existir estudos que mostram que essas impressões digitais podem ser iguais no caso de gêmeos idênticos). Por esse motivo é que a polícia em geral defende a tese de que o RG deveria ser expedido na maternidade, logo após o nascimento da criança.

"O RG deveria ser tirado na maternidade. Na Argentina, a criança já sai identificada com um RG, porque as impressões digitais nunca mais mudam. A partir daí se tem um controle geral da população", defendeu o delegado da Delegacia de Investigações Gerais/ Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), J.J. Cardia.

Não há um cadastro nacional de RGs no Brasil. Cada Estado expede seus documentos de identificação. Por falta desse cadastro nacional, a pessoa pode ter um RG diferente em cada Estado, o que facilita as falsificações. Por esse motivo é que já há uma tendência de se criar um cadastro nacional de RG, assim como foi feito com o de registro de armas e o CPF.

"Há uma tendência de se unificar o cadastro de RGs, fazendo um cadastro federal, porque até então, esse cadastramento é estadual. Essa tendência fará com que a pessoa não tenha mais de uma identidade. De Estado para Estado, o número do RG muda. Esse documento é válido em todo o território nacional, mas o cadastrado fica em um único Estado. Por isso, é preciso unificar o cadastro de RG, como aconteceu com o registro de armas e o CPF", explicou o delegado Carlos Alberto Abrantes.

No Estado de São Paulo, todas as fichas de identificação estão centralizadas no Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), da Polícia Civil.

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