Geral

Desaparecimento

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Sumiço de professora intriga polícia

Texto: Tânia Fonseca

O desaparecimento da professora Milva Merchan Ferraz, 32 anos, desde a noite da última sexta-feira está intrigando não só a polícia como a população de Jaú. Policiais estão a campo em busca de alguma pista mas até o início da noite de ontem, não havia informação sobre o seu paradeiro.

A polícia está desenvolvendo uma investigação minuciosa, não descartando nenhuma possibilidade. Até mesmo uma ocorrência de indisciplina registrada há alguns meses envolvendo a professora e um aluno da escola vem sendo estudada.

O delegado do 1º Distrito Policial, Antonio Carlos Piccino disse ontem que essa ocorrência, registrada na Delegacia da Mulher, apesar de não ter tido desdobramentos mais sérios na época, também é motivo de atenção especial. "Trabalhamos com todas as hipóteses".

A professora teria sido vista na cidade pela última vez, na noite do dia 4 de agosto, dirigindo seu Fiat Uno. O carro foi encontrado no sábado. Também foram encontradas algumas roupas nas proximidades do local onde o carro foi localizado abandonado.

Há cerca de cinco anos Milva dá aula de Português nos períodos da tarde e noite na escola estadual "Caetano Lourenço Camargo", onde estudam aproximadamente dois mil adolescentes. A diretora da escola, Maria Conceição, disse ontem que o clima no estabelecimento de ensino é de muita tensão e torcida para que a professora seja localizada o mais breve possível. Ainda de acordo com a diretora, quando desapareceu, Milva estava afastada de suas funções porque obteve uma licença de 15 dias para cuidar da mãe que estava adoentada. A licença terminou ontem. "Ainda não sabemos como vamos fazer. Nunca passamos por uma situação dessas antes", disse.

Sobre a possibilidade do aluno que teve problema de desentendimento com Milva estar envolvido, agora, em seu desaparecimento, a diretora

é enfática ao opinar, descartando essa possibilidade.

"Foi uma ocorrência sem maior relevância", disse.

O delegado Piccino disse que uma das primeiras informações que buscou junto a familiares foi saber se a professora já havia desaparecido de forma semelhante antes. "Apuramos que isso nunca ocorreu".

O desaparecimento da professora, segundo as investigações da polícia, aconteceu no final da noite de sexta-feira. Ela teria estado com uma prima e teria avisado que iria dar umas voltas pela cidade e depois iria para casa. A polícia também constatou a passagem da professora pela Santa Casa. Segundo o apurado, ela não se sentia bem e depois de atendida no hospital, foi liberada para ir embora.

Como no dia seguinte Milva não havia aparecido, familiares procuraram a polícia. O Uno de Milva foi encontrado no sábado à tarde, em um lugar afastado, em meio a um matagal nas proximidades do jardim Santo Ivo.

Comentários

Comentários