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Discriminação

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Discriminação é discutida em cartilha

A cartilha, lançada pelo Sindicato dos Bancários, visa conscientizar a sociedade sobre o combate

à discriminação

O Sindicato dos Bancários lançou ontem, em nível nacional, a cartilha "Igualdade de Oportunidades - Todo mundo sai ganhando com a adoção de novas práticas". A cartilha, elaborada pela Confederação Nacional dos Bancários e Central Única dos Trabalhadores

(CUT), tem como objetivo conscientizar a categoria bancária e a sociedade em geral da necessidade da adoção de práticas que combatam a discriminação.

Práticas discriminatórias e preconceituosas fazem parte do cotidiano da maior parte das pessoas sem que, na maioria das vezes, tenham consciência disso, diz a cartilha. A discriminação e o preconceito se revelam contra diversos grupos e minorias sociais. Por exemplo, as mulheres quase sempre ganham menos que os homens e ocupam menos cargos de direção e chefia; os negros também têm remuneração menor e são discriminados na ocupação de cargos de direção e chefia; os homossexuais ainda lutam para ter seus direitos sociais, trabalhistas e previdenciários reconhecidos e respeitados; e os portadores de deficiência batalham para conquistar condições dignas nas cidades, exemplifica a cartilha.

Através de pesquisa realizada nas agências bancárias de Bauru, o Sindicato dos Bancários constatou que a grande maioria dos cargos de gerência nas agências é ocupada por homens brancos. Diante dessa situação, os bancários estão reivindicando junto à Federação Nacional de Bancos (Fenabran), entidade patronal, a inclusão de três cláusulas na Convenção Coletiva de Trabalho dos Bancários, que é assinada conjuntamente pelas entidades dos trabalhadores e patronais.

As três cláusulas falam respectivamente sobre isonomia de tratamento para homossexuais; igualdade de oportunidades sem distinção de gênero, raça, portador de deficiência física e orientação sexual; e combate ao assédio sexual. Segundo o Sindicato, a inclusão dessas cláusulas pode não solucionar o problema, mas servirá para iniciar o processo de mudança desejada por todos aqueles que têm compromisso com o combate

à discriminação.

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