Paulinho Moska faz show no Sesc
O cantor e compositor Paulinho Moska se apresenta hoje, no Sesc Bauru, a partir das 21 horas. Com participação do percussionista Marcos Suzano, "Móbile" é o show do quinto disco da carreira do ex-Inimigos do Rei.
Carioca, Paulinho Moska começou a tocar violão aos 13 anos. Nesse período, conheceu André Abujamra
(The Karnak) e, com ele, aprendeu os primeiros acordes de blues e rock.
Logo passou a tocar e compor. Nunca teve um professor, aprendeu tocando com os amigos, trocando informações e "levando sons".
O cantor estudou teatro na Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, onde começou definitivamente seu envolvimento com as artes. No cinema, atuou modestamente em alguns filmes. Participou do coral Garganta Profunda, que considera ter sido sua verdadeira escola de música. O grupo cantava Beatles, Tom Jobim, modinhas imperiais e árias medievais, além de samba.
Em 87, o Garganta Profunda começou um projeto de pequenos grupos, duplas, trio e quartetos, dentro do próprio coral. Assim surgiu o Inimigos do Rei, banda de sucesso dos anos 80, na qual Paulinho Moska era um dos vocalistas e compositores.
Em 92, passou a se dedicar à carreira solo. Nessa atual fase, as letras aparecem mais consistentes e a sonoridade, elaborada. Seu primeiro disco solo, "Vontade", é puro rock.
O interesse surgido pela filosofia e, por conseqüência, por outras artes, fez com que o cantor transformasse o seu trabalho, difícil de rotular.
Essa consciência existencial pode ser encontrada nas letras do segundo disco solo - "Pensar é Fazer Música". Com a faixa "O Último Dia", abertura da minissérie
"O Fim Do Mundo", popularizou seu trabalho solo.
Em 97, lançou "Contrasenso", no qual uniu pop e MPB, mistura que considera uma barreira quebrada também por vários artistas que surgiram nos anos 90.
Depois de três discos em estúdio, só com canções autorais, surgiu a idéia de registrar sua performance ao vivo. Lançou "Através do Espelho", com músicas suas, de Raul Seixas, Peninha e uma letra inédita de Cazuza.
A idéia de "Móbile", com 12 faixas - nove inéditas e três regravações -, surgiu quando Paulinho Moska estava mixando o CD anterior, mas só depois de compor "Um Móbile no Furacão" veio a inspiração para o disco. Nele, mistura ritmos alternativos, como o jungle e drum' n' bass.
Moska considera que o disco marca um novo ciclo em sua carreira. Na produção, desta vez, Marcos Suzano e Celso Fonseca. Desde o visual para a capa, até a ausência de guitarra e bateria, Paulinho vem, com "Móbile", mostrar satisfação com sua "irrotulabilidade".
O disco traz desde canções mais pesadas, como "Um Móbile no Furacão", à delicadeza da balada "A Moeda de um Lado Só". Na faixa "O Mundo", Moska é acompanhado por Zeca Baleiro, Chico César e Lenine, num dos melhores momentos do trabalho.
O irreverente Jorge Mautner, autor de "Maracatu Atômico",
é outro convidado especial do disco, emprestando um tom anárquico à faixa "Castelos de Areia".
Serviço
Paulinho Moska, hoje, 21h, no ginásio do Sesc Bauru. R$ 8,00, R$ 4,00 (estudantes com carteirinha e idosos) e R$ 2,00
(matriculados). Av. Aureliano Cardia, 6-71. Informações: 235-1750.