Garmes solicita informações novas da Cohab a prefeito
Texto: Daniela Bochembuzo
O vereador Toninho Garmes (PSDB) encaminhou, anteontem, solicitação pedindo ao prefeito Nilson Costa (PPS) novas informações a respeito da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab). O pedido contém 12 questões.
No requerimento, o vereador solicita o número e as denominações de núcleos construídos em Bauru e na região pela Cohab, incluindo o nome das empreiteiras envolvidas nas obras, no período de 1997 a 2000.
O tucano requer também a relação de empreendimentos em terrenos de propriedade da Cohab e de terceiros na cidade e na região, e questiona se foram feitas licitações para essas obras ou o processo licitatório foi dispensado.
Garmes solicita ainda a taxa de comissão cobrada pela Cohab nos empreendimentos de 1997 a 2000 e questiona se o índice sempre foi fixado em 6% ou se foi reduzido. Na última pergunta, o vereador pede o nome das empresas classificadas em processos de construção em tramitação e não concluídos e as vencedoras do processo.
As 12 questões foram elaboradas a partir de denúncias recebidas pelo vereador envolvendo a Cohab. Neste ano, é a terceira vez que Toninho Garmes pede informações sobre a companhia ao prefeito Nilson Costa.
As duas primeiras solicitações resultaram na denúncia de alteração irregular de contrato entre a Cohab e a Central de Administração de Créditos S.A. (Caci), que foi encaminhada na semana passada ao promotor Lucas Pimentel de Oliveira, da Promotoria de Justiça e do Patrimônio Público de Bauru.
Em resposta à denúncia, Constante Mogioni, presidente da Cohab, confirmou as alterações, garantindo que se destinaram a regulamentar os serviços diante de dificuldades não previstas na minuta do contrato que acompanhou o edital de licitação e foram feitas após avaliação da assessoria jurídica da empresa.
Ao negar as irregularidades, Mogione criticou Garmes, dizendo que o tucano havia feito 'denuncismo eleitoral' ao transferir o ônus de provar as denúncias ao MP, além de não ter agido na época "na época em que a Cohab foi espoliada e quase levada à falência".
Na última sessão da Câmara Municipal, Garmes rebateu as críticas feitas por Mogione. Em um discurso
áspero, o vereador disse achar estranho que a Cohab tenha negado as irregularidades de forma vazia, não preferindo
"colocar as coisas nos trilhos".
Sobre 'denuncismo eleitoral', o tucano alegou que fez os requerimentos no início do ano, tendo apurado as denúncias até onde poderia agir enquanto vereador. "Fui até onde podia, levando as apurações ao promotor", justificou-se.
No discurso, Garmes questionou onde Mogione estava na época de cassação do ex-prefeito Antonio Izzo Filho. "Eu estava cassando integrantes do grupo do qual o seu prefeito fazia parte. Depois de tudo isso, continuei vereador, enquanto o senhor recebeu cargo na Cohab, altamente remunerado, e sem ter mérito algum para tal", acusou.