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Camapanha

Redação
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Lançada campanha contra a palmada

O Crami convida a população a participar de campanha contra as pequenas agressões

A palmada deseduca? Esta é a pergunta que o Centro Regional de Registro e Atenção aos Maus Tratos à Infância

(Crami) de Bauru faz à população em geral. O Crami convida a todos a participar da campanha "A Palmada Deseduca?", respondendo a essa questão.

As respostas da população serão anexadas a um abaixo-assinado que será realizado junto aos funcionários de uma grande empresa de Bauru que, segundo o Crami, ainda não está definida. As assinaturas, junto com as respostas, serão posteriormente enviadas para a Universidade de São Paulo, onde será montado um documento para ser entregue em Brasília.

A intenção do Crami, com a campanha, é colocar em discussão a questão dos maus-tratos na infância. Os números do balanço semestral da instituição revelam que 47% dos casos de maus-tratos correspondem a casos de agressões físicas. Segundo a assistente social e coordenadora da instituição, Rosemeire Cristina Alves, uma simples palmada pode transformar-se numa agressão maior. "O caminho para a educação da criança tem que ser o diálogo. A criança precisa aprender o significado da palavra "não", e saber o que

é o limite, mas isso tem que ser feito somente através do diálogo", afirma.

Mesmo quando o diálogo não funciona, a assistente social aconselha que o pai ou mãe da criança não partam para a agressão, mesmo sendo apenas uma palmada. Ela aconselha que procurem algum tipo de orientação, que pode ser conseguida com os profissionais de instituições como o próprio Crami, o Núcleo de Apoio Psicossocial

(Naps) ou mesmo o Conselho Tutelar.

Serviço

Quem quiser pode enviar uma carta para a Rua Assef Madi, 4-05, Vila Bela, CEP 17050-320, respodendo a pergunta "A palmada deseduca?" O telefone do Crami é 238-3000.

O balanço semestral do Crami revelou 273 novos casos de maus-tratos registrados, de janeiro a junho deste ano. Entre os casos de maus-tratos, 45% correspondem a maus tratos físicos, 30% são de negligência (quando os pais têm condições sócio-econômicas e não oferecem alimentação, higiene, saúde e outros requisitos básicos para a sobrevivência da criança), 12,9% são maus-tratos psicológicos, 0,4% são casos de abandono e 0,1% correspondem aos casos de abuso sexual.

Ainda segundo o balanço semestral, em 10,6% dos casos de maus-tratos ocorrem mais de um tipo de violência contra a criança, ao mesmo tempo. Segundo assistente social do Crami, Rosemeire Cristina Alves, a mãe continua sendo o principal agressor em função de permanecer por mais tempo em casa, acumulando várias responsabilidades no lar ou por ter dupla jornada de trabalho.

Total de 273 casos de maus-tratos

45% - maus-tratos físicos

30% - maus-tratos negligência

12,9% - maus-tratos psicológicos

0,4% - abandono

0,1% - abuso sexual

Fonte: Crami, de janeiro a junho de 2000

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