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Ônibus

André Tomazela
| Tempo de leitura: 3 min

Águas Virtuosas reclamam falta de ônibus

Texto: André Tomazela

O bairro apresenta outros problemas, como falta de saneamento e ausência de rede de telefonia fixa

Há mais de um ano o bairro Águas Virtuosas (localizado na altura do quilômetro 241 da rodovia Bauru/Ipaussu) está sem ônibus coletivo. Segundo moradores ouvidos pelo JC nos Bairros, o ônibus, que circulava em apenas dois horários, às 7 horas e às 19 horas, era o

único meio de transporte coletivo para eles.

Além de transporte, os cerca de 500 moradores do bairro, que nasceu de um loteamento, têm outras reclamações. Mesmo estando localizado a cerca de 10km da cidade, os moradores do bairro pagam o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e, conforme apurou a reportagem, não estão satisfeitos com tratamento dispensado pela Prefeitura.

Segundo a professora Neide Genilce da Silva Paiva, moradora do local, o asfaltamento das ruas é precário. "Nós temos apenas 700 metros de ruas asfaltadas e o asfalto é muito fino. Quando chove, as ruas ficam intransitáveis", afirmou. A Secretaria Municipal de Obras não soube informar sobre a situação do asfaltamento do local.

A moradora elencou outros problemas do bairro, como a falta de saneamento básico (o esgoto é despejado em fossas), falta de creches e escolas para as crianças e iluminação precária (60 bicos de luz). A Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Bauru, ouvida pelo JC nos Bairros, não tem nenhum projeto para construção de escolas na localidade ainda neste ano. As crianças que moram no bairro tem à disposição um ônibus escolar, que segundo os moradores, circula sempre no horário correto. O ônibus transporta os estudantes até escolas da cidade.

O que também gera reclamações dos moradores

é a falta de telefonia fixa no bairro. Segundo o aposentado Jari Canarim Ribeiro, morador há cerca de três anos, os moradores precisaram adquirir telefones celulares para se comunicar.

O bairro, que antes possuía dois telefones públicos, atualmente tem apenas um, que funciona sem linha externa, como se fosse um celular e quase sempre está quebrado, de acordo com moradores. Segundo Jari, os moradores reuniram-se e decidiram fazer inscrição junto à Telefonica para adquirir linhas. Foram, ao todo, 52 inscrições. A Telefonica, no entanto, afirmou que a extensão da linha até a localidade é cobrada de cada morador. "O projeto que a Telefonica nos apresentou é um absurdo. A empresa quer cobrar, já na primeira conta, R$ 5,8 mil de cada morador para trazer a linha do trevo da Eni até o bairro, o que dá 7,5km de extensão", afirma Jari.

Segundo a assessoria de comunicação da Telefonica, o bairro Águas Virtuosas, por estar fora da área de Tarifa Básica (TB), necessita de um projeto para a implantação da linha de telefonia fixa. Esse projeto é elaborado por empresas associadas e um montante é cobrado de cada morador. O valor cobrado depende da distância da localidade e do número de linhas a serem implantadas. A Telefonica não soube precisar esse valor.

Quanto à reclamação sobre a retirada de um dos telefones públicos do local e de que o outro está sempre apresentando problemas de funcionamento, a assessoria da Telefonica informou que o motivo é o alto índice de vandalismo.

Transporte

Os moradores do local, que não possuem veículos automotores, precisam deslocar-se até a cidade de Piratininga, a 5km do bairro, para poder tomar um ônibus até Bauru. Segundo a assessoria de comunicação da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), a linha que atendia o bairro Águas Virtuosas foi retirada por ser deficitária. Circulavam quatro a cinco passageiros por dia, em média.

Para atender os interesses da coletividade, a Emdurb mantém diversas linhas deficitárias, mas, nesse caso, havia dias que apenas dois passageiros utilizavam o serviço o que, segundo a empresa, inviabilizou a sua continuidade.

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