Geral

Multas

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Nilson afirma que vereadores inviabilizaram multa parcelada

Texto: Ieda Rodrigues

O prefeito Nilson Costa disse, ontem, que as emendas propostas pelos vereadores inviabilizaram o projeto de lei de sua autoria que versava sobre o parcelamento das multas de trânsito e por isso optou por retirá-lo da Câmara Municipal, anteontem. O projeto, enviado para a Câmara na semana passada em regime de urgência, recebeu cinco emendas, três delas aditivas e acresciam à proposta a anistia das multas de trânsito registradas neste ano.

Mostrando-se bastante desgotoso com o teor das emendas, Nilson afirmou que a população não poderá ter o benefício de pagar as multas em parcelas por causa dos vereadores oposicionistas que, na sua opinião, propuseram a anistia somente para inviabilizar o projeto. Citando os nomes dos vereadores João Parreira de Miranda (PDT) e Toninho Garmes (PSDB), que criticaram a retirada do projeto, o prefeito disse que não adiantaria vetar as emendas, pois a Câmara derrubaria o veto e recorrer à Justiça, para garantir o veto, iria demorar muito.

Em função da situação, Nilson Costa explicou que optou por retirar o projeto e reapresentá-lo após às eleições de 3 de outubro. Ele espera que, passadas as eleições, os vereadores desistam das emendas que propõem a anistia de todas as multas de trânsito registradas neste ano em Bauru que são cobradas pela Prefeitura - as multas aplicadas pelas lombadas e radares eletrônicos e as multas de solo aplicadas pelos policiais.

Nilson Costa afirmou que a anistia geral para as multas de trânsito

é inviável porque, neste caso, o infrator deixaria de ser punido e haveria prejuízo para a Prefeitura, que deixaria de arrecadar, inclusive, as multas por avanço do sinal vermelho em semáforos e de estacionamento irregular. Além disso, ressaltou, os motoristas que já pagaram multas efetuadas neste ano sentiriam-se no direito de serem ressarcidos pela Prefeitura.

O que o projeto do parcelamento das multas objetivava, explicou o prefeito, era dar ao motorista infrator, em virtude da dificuldade financeira, a possibilidade de pagar a multa em parcelas e, assim, poder licenciar o seu veículo sem ter que desenbolsar, de uma só vez, o valor total da multa que, no caso de excesso de velocidade, pode chegar a R$ 532,00.

O prefeito voltou a afirmar que as críticas feitas às lombadas e radares eletrônicos, de que são uma "indústria de multas", são injustas e inverídicas. Ele ressaltou que o objetivo é ter um trânsito mais seguro em Bauru e que o percentual de veículos multados nas lombadas

é muito baixo, de 0,035% das passagens. Também lembrou que, desde a implantação dos dispositivos eletrônicos, o número de acidentes na cidade caiu e que neste ano, até ontem, ainda não foi registrada nenhuma morte, contra duas no primeiro semestre do ano passado e outras duas no segundo semestre.

Comentários

Comentários