Geral

Estupro

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Garota deficiente auditiva é estuprada

Texto: Ieda Rodrigues

Os pais da estudante G.P., 13 anos, portadora de deficiência auditiva, procuraram a polícia para registrar que a garota foi estuprada no último domingo. Segundo a menina contou aos pais, quem a estuprou foi um amigo da família, que foi preso temporariamente, por 30 dias, ontem pela manhã.

A delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Rejani Borro Tiritan, disse que solicitou a prisão temporária do acusado, cujo nome ela não revelou, para poder melhor investigar o caso. A família de G.P., que mora na Vila Nipônica, está transtornada e descarta qualquer possibilidade dos fatos não terem ocorridos como a menina contou a eles.

A mãe da garota, que pediu para ter seu nome preservado, ressaltou que a idade mental de sua filha é bem inferior

à cronológica, o que a torna ainda muito criança, e que ela não sabe fantasiar ou inventar histórias. O estupro teria ocorrido no domingo, mas a mãe de G.P., apesar de perceber que a filha estava com comportamento alterado, agressiva, só descobriu o que teria ocorrido no início da noite de segunda-feira.

A mãe contou que, no sábado, por volta das 15 horas, G.P. pediu para ir a casa de uma amiga, nos Altos da Cidade. A mãe desaconselhou a filha, dizendo que era longe, mas G.P. insistiu e saiu de casa de bicicleta. Por volta das 17 horas, a menina chegou carregando uma sacola com refrigerante e salgadinhos e muito agressiva, o que levantou suspeitas na mãe e no resto da família.

Apesar dos questionamentos da mãe, a garota nada contou sobre o estupro. Ela disse que havia comprado refrigerante e salgadinhos com dinheiro achado na rua. A mãe disse que chegou a brigar com a filha porque ela estava muito agressiva e desobediente, muito diferente de como é normalmente, e inclusive, teve dificuldade para dormir naquela noite.

Na segunda-feira, uma amiga da família, que também

é evangélica, procurou a mãe de G.P. e contou que a menina havia dito que queria sair de casa porque estava com medo, pois tinha feito "uma coisa muito errada". Questionada, contou que um amigo da família tinha abordado-a quando estava à caminho da casa da amiga e convidado-a para tomar sorvete.

A menina disse que a sorveteria estava fechada e esse amigo a levou para um lugar que, pela descrição feita por ela, a mãe concluiu ser um motel. Então, segundo G.P. contou, ela pediu para que tirasse a roupa e fez o mesmo, depois a beijou, fez sexo oral e a penetrou. A menina disse que sentiu dor, mas mesmo tendo reclamado, o rapaz não parou a penetração.

A mãe questionou por que, então, não gritou. A menina disse que ficou com medo porque o "amigo" disse que a mataria se contasse algo a alguém e porque havia um homem grande na portaria, que iria lhe pegar. O acusado teria deixado a menina perto de onde mora e dado a ela R$ 5,00, dinheiro com o qual teria comprado o refrigerante e salgadinhos.

A DDM solicitou exame ao Instituto Médico Legal (IML), mas não foi possível confirmar nem descartar o estupro porque G.P. tem hímen complacente. O rapaz apontado pela menina como o autor do estupro é casado, tem três filhos e tornou-se amigo da família havia pouco mais de sete meses.

Comentários

Comentários