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Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 3 min

61% da população procura médico por mês

Texto: Andréia Alevato

Mais de 197 mil consultas e serviços ligados à saúde são realizados mensalmente em Bauru, isso sem incluir os serviços particulares

Cerca de 197.600 consultas ou serviços ligados à saúde são realizados mensalmente em Bauru. Isso significa que 61,7% da população procuram médico ou serviços ligados à saúde na cidade.

Desse total, estão incluídos os serviços oferecidos na rede pública de saúde, menos dentista, e o número de consultas realizadas através da Unimed de Bauru, um convênio médico.

O número de consultas particulares e os serviços de dentistas oferecidos pelo serviço público não foram computados.

Segundo o clínico geral do Pronto-Socorro Central e cirurgião plástico Carlos Augusto Cameschi, esse é um número muito alto e que seria muito menor se a população em geral tivesse o hábito de usar programas de prevenção.

"A população não tem o hábito de usar os programas de prevenção, por isso é que os números são tão altos", disse o médico.

Só o Pronto-Socorro Central atende, em média, 350 pessoas por dia e 11 mil por mês. O Pronto Atendimento Infantil

(PAI) atende cerca de 5000 crianças por mês. O Pronto-Socorro da Bela Vista faz mais de 7000 atendimentos por mês, o do Mary Dota e o Ipiranga cerca de 5000 cada um.

A Associação Hospitalar de Base, que administra três hospitais (Hospital de Base, Manoel de Abreu e Maternidade Santa Isabel) realiza 1500 internações por mês, faz 500 atendimentos ambulatoriais e mais de 5000 atendimentos de urgência.

A Unimed de Bauru registra mais de 41 mil consultas por mês.

O restante dos atendimentos ficam por conta dos 16 núcleos de saúde e outros tipos de serviços oferecidos pela Secretaria Municipal da Saúde, como a Divisão de Saúde do Trabalhador.

"Uma parcela significativa de pessoas procuram o médico quando sente o sintoma da doença, mas que abandona o tratamento quando o sintoma desaparece. O que acontece é que essa pessoa volta a ficar doente e volta ao médico. Isso também contribui para que esse número seja tão alto", disse a médica Sônia Maria Aléssio Alves Fiocche, responsável pelo Departamento de Unidades Ambulatoriais da Secretaria Municipal de Saúde.

Ofertas de saúde

Pesquisas apontam que a população das regiões Sul e Sudeste do País procuram mais os serviços médicos do que no Nordeste. Isso, de acordo com Sônia, acontece por dois aspectos. O primeiro é devido a oferta dos serviços de saúde, que no Sul e Sudeste brasileiro

é muito maior do que no Nordeste.

"A oferta de serviço de saúde nas regiões Sul e Sudeste do País é muito maior que no Nordeste. E se a oferta é maior, mais o indivíduo busca pelo serviço", disse Sônia.

Outro fator é que as doenças de cidades grandes são diferentes das de cidades de menor porte. Em São Paulo, por exemplo, o cidadão corre o risco de sofrer de stress ou de algum problema causado pela poluição. Ao contrário de Mangue Seco (norte da Bahia), onde a população não corre esse risco.

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